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Thayse Teixeira é demitida do SBT após polêmica sobre eleições

Thayse Teixeira não faz mais parte da equipe do Fofocalizando, no SBT. A demissão da apresentadora aconteceu na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, apenas um dia depois de ela ter propagado fake news durante o programa ao questionar a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais.

O SBT confirmou o encerramento do contrato com a profissional por meio de uma nota oficial. Na mensagem, a emissora destacou que a apresentadora integrou o time do Fofocalizando e também participou do quadro Dez ou Mil, no Programa do Ratinho. O canal afirmou ter respeito pela trajetória profissional de Thayse e desejou sucesso em seus próximos projetos. No entanto, a empresa não confirmou oficialmente que a demissão foi consequência direta da polêmica ocorrida no ar.

A confusão no programa

A polêmica aconteceu na edição de terça-feira, 27 de outubro de 2026, enquanto a equipe comentava a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Ao defender o senador, Thayse disse que faria o mesmo se estivesse no lugar dele, alegando que não tem como alguém permanecer em um país onde estaria sendo ameaçada a todo momento.

Logo depois, o assunto mudou para as investigações envolvendo Flávio e a prorrogação do horário de votação no segundo turno. Foi nesse momento que a apresentadora demonstrou desconfiança sobre a medida, afirmando que, em todos os anos em que vota, nunca tinha visto a votação ser prorrogada por tanto tempo e que as coisas estavam erradas no país.

O embate com os colegas

As declarações de Thayse não passaram batidas por Matheus Baldi, que rebateu a sugestão de que a extensão do horário teria influenciado o resultado final. O jornalista foi direto ao ponto e lembrou que foram registrados 35 mil votos após as 17h, um número que não mudaria a eleição, já que a diferença entre os candidatos foi de 4 milhões de votos.

Eduardo Gayer, analista político do SBT News, também entrou na conversa para lembrar que a própria campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado a ampliação do horário. Gabriel Cartolano reforçou a informação, pontuando que as duas campanhas presidenciais tinham feito o pedido.

Mesmo com as explicações dos colegas, Thayse não recuou e manteve as críticas à condução do processo eleitoral, argumentando que a medida deveria servir para ser justa, já que muita coisa teria sido injusta e discrepante do início ao fim. Ela finalizou dizendo que o Brasil não é para amadores.

O que aconteceu na votação

Para quem não lembra, a prorrogação da votação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida valeu para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado os trabalhos às 17h, levando em conta dificuldades de transporte dos eleitores e os pedidos feitos pelas campanhas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que isso não significou a reabertura de urnas que já tinham encerrado a votação, mas sim a permissão para que as seções que ainda estavam funcionando continuassem o processo. Segundo levantamento do TSE divulgado em 27 de outubro de 2026, foram 34.393 os votos registrados após as 17h no segundo turno, o que representa uma parcela pequena do total.

Nos resultados finais do segundo turno de 2026, Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, somando 64.256.232 votos. Flávio Bolsonaro ficou com 48,21%, totalizando 59.826.041 votos. A diferença real entre os dois candidatos foi de 4.430.191 votos.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.