Alok no Rock in Rio: foi show ou experiência distópica com drones?

Tem shows que você assiste. Tem shows que você experimenta. O set de Alok no quinto dia do Rock in Rio 2026 foi claramente do segundo tipo.
O DJ chegou acompanhado de bailarinos vestidos com roupas pretas e máscaras, criando um visual que jogou a apresentação imediatamente para outro patamar. Não era só dança: era construção de atmosfera. O palco deixou de ser um palco e virou uma espécie de universo paralelo — parte festa eletrônica, parte cena de distopia futurista. Se você estava na plateia tentando entender o que estava sentindo, saiba que era exatamente isso: aquela sensação de estar dentro de algo maior do que você esperava quando comprou o ingresso.
E então vieram os drones. O espetáculo aéreo acima da Cidade do Rock transformou o céu em uma tela viva, com luzes se movendo em sincronia com a música — tecnologia a serviço da experiência, não como enfeite, mas como parte integral do show. É o tipo de coisa que, descrito em palavras, soa impressionante. Visto ao vivo, deve ter sido de tirar o fôlego.
Enquanto o palco ardia, as imagens aéreas da Cidade do Rock mostravam a dimensão do que acontecia lá embaixo: um público animado que chegou em peso para o quinto dia do festival. O Rock in Rio tem essa característica curiosa — mesmo quem já foi várias vezes descreve uma energia difícil de explicar para quem nunca esteve. Aquela mistura de estranhos que viram amigos provisórios, de músicas cantadas em coro por milhares de pessoas, de sensação de que, ao menos por aquelas horas, o mundo é um lugar razoavelmente bom. No dia de Alok, com drones riscando o céu e bailarinos mascarados no palco, essa energia ganhou um elemento extra: a surpresa.
O NEXZ também marcou presença na Cidade do Rock nesta sexta-feira (11), com imagens aéreas registrando o momento da apresentação do grupo. O festival segue fiel à sua proposta de misturar atrações de perfis completamente diferentes no mesmo espaço, no mesmo dia, para o mesmo público — e de alguma forma isso funciona.
No fim das contas, o que o show de Alok entregou foi uma resposta prática a uma pergunta que sempre surge quando se fala de música eletrônica ao vivo: o que separa um DJ de um espetáculo? A resposta, aparentemente, é bailarino com máscara, drones sincronizados e disposição para transformar um set em uma experiência que as pessoas vão descrever para quem não estava lá por muito tempo. Quem estava na Cidade do Rock vai ter o que contar — e quem não estava vai querer ter ido.
