Cancelaram! Diretor e ator de 'Resident Evil' não vêm mais para o Brasil

Pode guardar o cartaz, desmarcar o meet and greet e chorar no cantinho: a assessoria da Sony Pictures confirmou que o diretor Zach Cregger e o ator Austin Abrams não vêm mais ao Brasil divulgar o novo 'Resident Evil'. O motivo ficou no mistério, mas a dupla já tem destino certo: México. A visita tinha sido confirmada em 3 de setembro, São Paulo estava nos planos — e agora só resta esperar o filme chegar nos cinemas em 17 de setembro e tentar superar a decepção enquanto se pergunta o que o México tem que a gente não tem.
O novo Resident Evil que prometia tudo (menos visita)
Pra quem não viveu sob uma pedra, 'Resident Evil' não é só uma franquia de games — é uma instituição cultural. Criada pela Capcom, a série japonesa de survival horror existe desde os anos 1990 e já vendeu mais de 200 milhões de cópias no mundo todo, consolidando seu título de franquia de terror mais bem-sucedida de todos os tempos. Zumbis, vírus, mutações, criaturas grotescas como armas biológicas: basicamente a vida no modo difícil, mas com gráficos melhores.
A franquia se expandiu para filmes, animações, série de TV, quadrinhos e muito produto licenciado — e os seis filmes estrelados por Milla Jovovich foram um caso claro de sucesso que o bolso explica melhor do que a crítica: mais de US$ 1,23 bilhão arrecadados mundialmente entre 2002 e 2017. Nada mau para uma saga que sempre viveu à margem do respeito cinematográfico.
Aí veio 'Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City', em 2021, e foi tipo um episódio de novela ruim: massacrado pela crítica, com apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes, e fracassado nas bilheterias, com meros US$ 41,9 milhões mundialmente — partindo de um orçamento de US$ 25 milhões. A gente mal lembra, e talvez seja melhor assim.
Agora, a esperança renasce com esse novo reboot, filmado para IMAX e disponível em vários formatos especiais. Quem assina a direção e o roteiro é Zach Cregger — comediante, ator e cineasta norte-americano, membro fundador do grupo The Whitest Kids U' Know, mas que virou referência de horror depois de 'Noites Brutais' (2022) e 'A Hora do Mal', ambos aclamados pela crítica e pelo público. É o tipo de escolha que faz o fã otimista e o cético curioso. Cregger divide o crédito do roteiro com Shay Hatten. A Constantin Film, detentora dos direitos da franquia desde o final dos anos 1990, produz o reboot junto com a PlayStation Productions.
As estrelas que quase pisaram em solo brasileiro
O elenco traz Austin Abrams no papel de Bryan, um entregador que se mete num rolê sinistro no Hospital de Raccoon City durante um surto de vírus mortal. Abrams é rosto conhecido: ficou marcado como Ron Anderson em 'The Walking Dead', como Ethan Lewis em 'Euphoria' e como Dash em 'Dash & Lily'. Aqui, ele basicamente revisita o mesmo tipo de personagem que fez em 'A Hora do Mal' — um sujeito meio excêntrico que se vê envolvido no caos sem ter pedido por isso. Não é uma atuação que busca profundidade, e essa é a intenção: o personagem funciona mais como um avatar do jogador, transitando de um cenário de pesadelo para o próximo e tentando sobreviver à noite inteira, com monstros bizarros aparecendo pelo caminho. Simples, direto ao ponto, e provavelmente aterrorizante do jeito certo.
O filme foi classificado como R pelo MPAA por violência extrema, gore e linguagem — só para maiores de idade, portanto. E as projeções financeiras são animadoras: a expectativa é arrecadar entre US$ 40 e US$ 50 milhões só no primeiro fim de semana nos EUA, superando 'Resident Evil 4: Recomeço', que estreou com US$ 26,6 milhões, e representando a maior abertura da história da saga.
E agora, José?
Mesmo com a promessa de um filme bom, fica a tristeza de não ter os caras por aqui. A gente já estava ensaiando o boas-vindas, São Paulo estava nos planos, e agora é só um bom vento pro México. Quem sabe numa próxima turnê eles consigam uma brechinha pra dar um pulo por aqui? A gente jura que o México não tem a mesma caipirinha — e que a gente aplaude mais alto.
