Alô, Serasa! Fiuk, o rei do drift, acumula dívidas que valem um carrão

Tem gente que faz drift na pista. Fiuk está fazendo drift nas finanças — e por enquanto a curva ainda não fechou. O cantor, ator e piloto acumula R$ 58.837,11 em dívidas registradas em seu nome num serviço de proteção ao crédito, valor que, não por acaso, cabe direitinho no preço de um carro de luxo. Nada como uma metáfora que se resolve sozinha.
A conta mais recente entrou no sistema em agosto deste ano: R$ 825,50 devidos a uma companhia de energia elétrica de São Paulo. Parece pouco perto do restante — outros R$ 58.011,61 distribuídos em quatro registros ligados a instituições financeiras. O boleto, como se sabe, não olha pro sobrenome antes de vencer.
O próprio Fiuk já havia aberto o jogo sobre o tamanho do rombo no dia a dia: segundo ele, seu custo mensal pode chegar a R$ 50 mil. Em tempos de maior protagonismo na televisão e no cinema, os rendimentos chegaram a ultrapassar R$ 20 mil em duas frentes profissionais simultaneamente. A conta funcionava. Depois, deixou de funcionar — e o intervalo entre os dois momentos tem alguns capítulos que merecem atenção.
Empresário de si mesmo, com resultados mistos
Numa tentativa de diversificar as fontes de renda, Fiuk passou a ser sócio-administrador de duas empresas voltadas ao desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis. Parecia um movimento esperto: o mercado de tecnologia estava aquecido, o nome ajudava na visibilidade e o modelo de negócio tinha potencial. O problema é que ambas as empresas estão fechadas hoje. Nem todo famoso que aposta em startup vira o próximo Elon Musk — e Fiuk aprendeu isso da forma mais concreta possível.
A herança que não vem
Se o cenário financeiro já estava apertado, o capítulo familiar não ajudou em nada. Em entrevistas recentes, Fiuk contou que foi deserdado pelo pai, Fábio Jr., com quem afirma não trocar uma palavra há quatro anos. O contato com a irmã, Cleo Pires, também foi cortado. São rupturas que, independentemente dos motivos, têm peso real na vida de qualquer pessoa — e que, no caso de Fiuk, vieram junto com uma pressão financeira considerável.
Sobre tudo isso, ele foi direto ao falar com Daniel Zuckermann no Pânico: "Agora esquece. Eu não tenho mais fardo para carregar. Meu pai já me deserdou... Não tenho que agradar mais ninguém." E completou: "Agora sou eu no meu corre. Eu amo drift, eu amo carro. Eu recomeço quantas vezes precisar."
Soa bonito. Soa genuíno. E soa como alguém que decidiu parar de esperar pelo dinheiro que não vai chegar e começar a contar com o que tem — o que, no caso, inclui uma garagem bastante interessante.
A frota entra em campo
Com as contas pressionando, Fiuk começou a se desfazer de alguns veículos. Uma Mercedes C280 Sport 1995 foi anunciada por R$ 51 mil — dentro da faixa de mercado do modelo, estimada entre R$ 50 mil e R$ 54 mil — e saiu em menos de 24 horas, pagamento via Pix. Veloz que nem uma entrada de curva bem executada.
Outro item colocado à venda foi uma Mercedes-Benz 190E 2.3 de 1991, considerada veículo de coleção: 75 mil quilômetros originais, câmbio manual, ar-condicionado, pintura vinho original com retoques de conservação e interior na mesma tonalidade. Fiuk não divulgou o preço pedido, mas o modelo pode alcançar cerca de R$ 180 mil dependendo do estado e da configuração. Desapegar de uma peça dessas exige uma convicção financeira que a maioria de nós jamais vai precisar testar.
Antes ainda de entrar no BBB 21, ele havia vendido um Nissan Skyline R34 GT-T bastante modificado e importado por ele próprio — modelo que pode ultrapassar R$ 400 mil dependendo da configuração. Ou seja, Fiuk já tinha o hábito de movimentar metal antes de a situação apertar de vez.
Mas nem tudo saiu da garagem. Fiuk ainda mantém um BMW M3 E36 — produzido entre 1992 e 1999, com valores que podem variar de R$ 220 mil a R$ 550 mil — e um Ford Mustang GT avaliado em cerca de R$ 550 mil, ambos muito ligados à sua paixão pelo drift, esporte que pratica há quase duas décadas. A frota restante não é a de um homem que desistiu; é a de alguém que está negociando o recomeço na velocidade que consegue.
Que a gasolina não falte.
