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Feito Pipa: o filme brasileiro que pode voar alto no Oscar 2027

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Preparem os corações e as pipocas: a Academia Brasileira de Cinema escolheu o filme Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2027. O anúncio saiu nesta quarta-feira, 16. E olha, se depender do currículo do filme, essa pipa vai subir muito.

A trama se passa no sertão do Ceará e nos apresenta Gugu, um menino negro de onze anos interpretado por Yuri Gomes. Gugu adora maquiagem, dança e vestidos — pura autoexpressão numa realidade que nem sempre aceita a diferença de braços abertos. Para piorar, ele enfrenta a rejeição do próprio pai, Batista, vivido por Lázaro Ramos. Já dá pra imaginar que a atuação vai custar caro em lenços de papel.

A história fica ainda mais densa porque Gugu vive com a avó Dilma, interpretada por Teca Pereira, que o criou. Quando Dilma começa a apresentar problemas de memória, Gugu tenta esconder a situação a todo custo — com medo de ser separado dela e de ter que ir morar justamente com o pai que o rejeita. É esse nó dramático que sustenta o filme inteiro, e ele aperta de verdade.

O roteiro foi escrito por André Araújo em parceria com Deberton, e tem uma pegada bem pessoal: é inspirado nas memórias de infância do próprio André como menino afeminado no interior do Nordeste. A história ainda aborda a construção de uma barragem que empurra moradores para fora de suas casas, adicionando uma camada coletiva ao drama individual de Gugu — metáfora boa, hein? Allan Deberton, por sua vez, não é exatamente um novato no jogo: ao longo da carreira, acumulou três Grandes Otelo, dois Prêmios Guarani e seis Kikitos antes mesmo de chegar a Berlim com esta pipa.

E não é só a gente que está babando por Feito Pipa. O filme estreou mundialmente no Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, e foi pra casa com o Urso de Cristal de Melhor Filme e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus. Também chegou à final do Teddy Awards, premiação dedicada a produções com temática LGBT. Isso já dá uma baita moral pra nossa pipa, né?

As conquistas não pararam por aí. Yuri Gomes foi premiado como Melhor Interpretação no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, na Colômbia. No Festival de Guadalajara, no México, o filme levou o Maguey de Melhor Filme, com Yuri e Teca Pereira dividindo o prêmio de Melhor Interpretação entre os dois. No Brasil, no Festival de Gramado, Allan Deberton levou Melhor Direção, Teca Pereira levou Melhor Atriz e Lázaro Ramos levou Melhor Ator Coadjuvante — com Yuri Gomes ainda recebendo uma menção honrosa. É um festival de prêmios dentro de um festival de prêmios, meu povo.

A presidente da comissão que fez a escolha, Clélia Bessa, resumiu bem a vibe ao justificar a decisão: o filme "tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e, ao mesmo tempo, traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará". A gente concorda sem ressalva.

Ainda é um longo caminho até a cerimônia, marcada para 14 de março de 2027. Feito Pipa precisa passar pelo processo de seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que vai escolher os cinco indicados na categoria — e a concorrência, como sempre, é de respeito. Mas com esse currículo e uma história tão tocante, filmada em Quixadá, no Ceará, a torcida já está aqui com o coração na mão. E a melhor notícia pra quem quer ajudar a dar esse empurrão: o filme estreia nos cinemas brasileiros em 5 de novembro. Já anota na agenda.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.