Marvel's Wolverine ignorou os haters e bombou nas vendas

Se você achou que o lançamento de Marvel's Wolverine na PlayStation 5 seria tranquilo, errou feio. O jogo chegou metendo o pé na porta, com a internet em polvorosa e uma enxurrada de reclamações pipocando em todos os cantos. Só que, no final das contas, todo esse barulho virou fumaça perto do tanto que o jogo vendeu. O Logan mostrou que é o rei do marketing reverso e está dominando as paradas mundiais na loja digital da Sony.
Insomniac Games: de Ratchet & Clank ao Carcaju
A Insomniac Games não é nenhuma novata no pedaço. Essa galera de Burbank, Califórnia, está na área desde 1994 e já nos deu clássicos como Spyro e Ratchet & Clank, além de franquias como Resistance e Sunset Overdrive. Mas o que colocou o estúdio no mapa dos super-heróis de verdade foi a série Marvel's Spider-Man, que elevou o patamar dos jogos de herói com um mundo aberto e jogabilidade fluida. Era natural, então, que a expectativa para Marvel's Wolverine fosse estratosférica — afinal, estamos falando de um dos mutantes mais icônicos que existem, com garras de adamantium e mau humor de sobra.
O peso da herança da franquia do Homem-Aranha, porém, acabou sendo uma faca de dois gumes. Quanto mais a Insomniac mostrava do jogo, mais a comparação com Spider-Man dominava a conversa — e nem sempre de forma favorável.
O drama pré-lançamento: cadê o mundo aberto?
Antes mesmo do jogo sair da toca, a galera já estava de olho gordo. A principal reclamação que pipocou nas redes era a ausência de um mapa em mundo aberto, algo que a Insomniac tinha mandado muito bem na franquia do Homem-Aranha. Como assim um jogo do Wolverine, que é todo selvagem e explora por aí, sem liberdade de mapa? O mimimi foi grande, mas os fãs mais hardcore do Carcaju estavam prontos pra dar uma chance mesmo assim — porque, convenhamos, ninguém vai deixar de jogar com o cara das garras só por isso.
Pós-lançamento: dificuldade pra quê? E esse faro suspeito?
Depois que o jogo saiu, as críticas mudaram de foco, mas não pararam. Dessa vez, os jogadores apontaram o dedo para a dificuldade baixa demais e para o excesso de ajudas espalhadas pelo jogo. A reclamação que mais ganhou tração foi o sistema de investigação pelo faro — que guia o jogador de forma muito óbvia para o próximo objetivo, retirando boa parte da sensação de exploração e desafio. A gente quer se sentir o Wolverine caçando, não um cachorrinho sendo conduzido por uma coleira invisível.
Para muitos jogadores mais exigentes, isso tirava a imersão e esvaziava o peso de controlar um personagem que, nos quadrinhos e nos filmes, é sinônimo de brutalidade e instinto. Mas sabe o que é mais curioso? O público casual simplesmente não se importou nadinha com nada disso.
E as vendas? Voando alto
A popularidade da Marvel e do próprio Wolverine mostraram ser mais fortes do que qualquer reclamação nas redes sociais — é tipo a gravidade: você pode questionar, mas a coisa continua puxando. Os dados da PS Store não mentem: a aventura do Logan entrou no top 5 dos jogos mais vendidos em mais de 50 países. Em Portugal, o jogo pulou direto para o segundo lugar da tabela; no Brasil, cravou a terceira posição. No México, na Índia e em Singapura, foi ainda mais longe: chegou ao primeiro lugar.
Além das vendas em si, a satisfação de quem realmente comprou e jogou é bastante expressiva. Marvel's Wolverine tem uma classificação de 4,82 na PlayStation Store, sustentada por mais de 25 mil avaliações positivas. E vale destacar: a plataforma da Sony só permite que os jogadores avaliem títulos que tenham de fato comprado, o que torna esse número ainda mais significativo. Não são haters nem fanboys gritando no vazio — são compradores satisfeitos.
No final das contas, quem riu por último foi o Logan, com suas garras cortando as críticas e abrindo caminho direto para o topo das vendas. A Insomniac vai ouvir os puristas que pedem mais desafio e liberdade, ou vai continuar de olho em quem bota a mão no bolso sem reclamar? Seja como for, o Carcaju claramente não precisa da aprovação de ninguém para vender.
