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Kamylinha apaga fotos da filha após chuva de críticas sobre 'adultização' e chora: 'Eu odeio errar'

Pexels

Kamylinha não é exatamente uma desconhecida no meio das polêmicas digitais. A influenciadora de 19 anos, que ficou conhecida nacionalmente ainda adolescente em meio a discussões sobre a exposição e a adultização de jovens nas redes sociais, se viu de volta ao centro do debate — só que desta vez, a envolvida é a própria filha.

Tudo começou com as fotos do mesversário de Kemily, bebê de apenas dois meses. Para celebrar a data, Kamylinha publicou registros da filha com uma produção que não passou despercebida: a criança aparecia com uma roupa de estampa de oncinha e, o detalhe que acendeu o estopim, uma chupeta no formato de boca com batom vermelho. A internet, fiel ao seu ofício, não demorou para reagir. Uma enxurrada de comentários críticos chegou apontando que a produção trazia elementos associados à adultização infantil — conceito que se refere justamente à aplicação de referências do universo adulto, especialmente de moda e beleza, a crianças pequenas. Diante da repercussão, Kamylinha retirou as imagens do ar.

O peso de errar sendo mãe

Mas apagar as fotos foi só o começo. Depois de pedir desculpas aos seguidores, Kamylinha voltou às redes em um estado visivelmente diferente: emocionada, chorando, enquanto o marido Andyn dava banho na filha. Ela contou que ficou sozinha, sem companhia, repensando tudo o que tinha acontecido. "Eu fico aqui repensando no erro, porque eu fico me sentindo péssima como mãe. Porque eu odeio errar", desabafou, entre lágrimas.

O que tornava o peso ainda maior, segundo ela mesma, era o fato de Kemily ter chegado ao mundo há tão pouco tempo. "E ainda mais com minha filha que acabou de chegar no mundo. Minha cabeça fica, sabe, um turbilhão de coisa", declarou. Entre os maiores medos que verbalizou estava o de não conseguir proteger a filha das crueldades que a exposição pública pode trazer. "Eu não quero jamais que minha filha passe por nada de crueldade desse mundo", afirmou, chorando.

Mesmo abalada, Kamylinha fez questão de mencionar que é grata pelas pessoas que a aconselharam nesse processo e que, ao longo do tempo, aprendeu a ouvir críticas de uma forma diferente. Horas depois, mais calma, ela revisitou as imagens com outro olhar e admitiu entender as críticas. "A gente errou. Somos seres humanos, erramos e estamos aqui todo dia tentando acertar", declarou, incluindo o marido Andyn no reconhecimento do erro.

O contexto que ninguém esqueceu

A repercussão do episódio ganhou uma camada extra justamente por causa da trajetória de Kamylinha. O nome dela não surgiu do nada: ela esteve entre as jovens mencionadas em conteúdo publicado pelo influenciador Felca sobre a exposição e a adultização de adolescentes nas redes, num debate que girava em torno da atuação de Hytalo Santos, atualmente preso. Ou seja, a influenciadora viveu na própria pele, ainda adolescente, o tipo de discussão que agora envolve sua filha recém-nascida — e essa ironia não escapou de quem acompanhou a história desde o começo.

Isso não significa que o erro foi intencional ou que Kamylinha seja uma má mãe — ela mesma foi a primeira a reconhecer que errou e a agir para corrigir. Mas o episódio reacende um debate que o mundo digital brasileiro teima em não resolver: onde está a linha entre uma produção fofa para um mesversário e algo que projeta sobre uma criança uma imagem que ela não pode nem entender? Quando o engajamento e a estética das redes entram na equação, essa linha pode ficar mais turva do que deveria — e são sempre as crianças que ficam no centro da tempestade, sem ter pedido para estar lá.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.