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Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam 'Vice-Versa' e anunciam turnê para 2027

Segura essa: Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes uniram forças e entregaram o álbum Vice-Versa pra gente mastigar. O disco, com 11 faixas, foi disponibilizado nas plataformas digitais ao meio-dia de terça-feira, e já tem gente surtando com essa parceria de peso. A cereja do bolo — ou a azeitona da empada — é a notícia de uma turnê que vai rodar o Brasil. Só tem um pequeno detalhe: ela começa em março de 2027. É pra testar a nossa paciência, né?

Eles são amigos de longa data, daquelas amizades que a gente nem lembra mais como começou, mas sabe que é pra sempre. Calcanhotto é cantora, compositora e musicista com décadas de carreira construída sobre uma voz que não combina com pressa. Antunes é músico, poeta, compositor, artista visual e escritor — o tipo de pessoa que escreve uma letra como quem respira. Apesar de terem criado músicas juntos anteriormente, como "Para Lá", e se apresentado em diversas outras ocasiões ao longo dos anos, essa é a primeira vez que os dois se jogaram de cabeça em um projeto concebido intencionalmente pelos dois. Não é um encontro, é um evento cósmico.

O estopim foi o Coala Festival de 2024, onde a dupla dividiu o palco e a química foi tão forte que terminou o show com aquele gostinho de quero mais. A ideia da turnê brotou ali mesmo, mas eles não queriam só reviver o passado — queriam novas canções pra levar pra estrada. "Queríamos fazer uma turnê sem olhar só para trás, mas com novas canções para ir para a estrada", contam os dois. Foi assim que as poesias e contemplações do momento atual viraram música — e viraram disco antes que a janela de inspiração fechasse.

O processo foi rápido, e Calcanhotto explica o porquê: Antunes sabe exatamente como preencher uma melodia, e criar com ele é como trabalhar com alguém que ocupa um lugar de ídolo pra ela. Dá pra sentir o carinho, e a gente aqui só no lucro. Antunes, por sua vez, disse que o processo de gravação foi estranhamente natural. A banda deu certo desde o começo, e a fluidez do grupo foi tanta que, em cinco dias, o álbum inteiro estava gravado. Cinco dias. Tem gente que demora mais pra escolher capa de playlist.

E essa banda não foi montada por acaso. Calcanhotto fez questão de ter Tomé Antunes, filho de Arnaldo, na guitarra e no violão — o talento, ao que parece, vem de família. Pra completar o time, chamaram o produtor Pupillo e os músicos Pedro Sá, Vitor Araújo e Lucas Martins. Cada escolha foi cirúrgica, e o resultado gravado em menos de uma semana sugere que a equipe entendeu o recado desde o primeiro acorde.

Vice-Versa chega com uma proposta intrigante: melodias dançantes que contrastam com letras sérias, reflexos das inquietações da dupla. Antunes explicou que esse fator dançante não se opõe à profundidade dos temas ou à seriedade de alguns assuntos. Pelo contrário: "Essas coisas acontecem juntas; acho que, inclusive, às vezes o corpo dançando decodifica melhor o recado." Filosofia pura, e quem já dançou muito num show sabendo que a letra tava pesada vai entender na hora.

O disco ainda traz uma versão de "Sorriso Livro", da Timbalada — uma obsessão pessoal declarada dos dois —, uma colaboração com Marisa Monte e um projeto audiovisual assinado pela cineasta Daniela Thomas, que usa o espaço para brincar com espelhos e projeções dos cantores. Ou seja, é pra ver e ouvir ao mesmo tempo, sem piscar.

Agora, a parte que exige paciência budista: a turnê, produzida pela 30e, só estreia em março de 2027, com datas confirmadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Curitiba. Já pode ir guardando o dinheiro, treinando as coreografias e fazendo a contagem regressiva — porque Vice-Versa promete ser exatamente o tipo de show que a gente lamenta não ter visto quando tinha chance. A espera vai ser longa. O disco, por enquanto, ajuda.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.