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Não é Piada: RedeTV! Vai ao STF por Causa de Tatá Werneck

via Instagram @tatawerneck

Segura essa: a RedeTV! recorreu ao Supremo Tribunal Federal para tentar a condenação de Tatá Werneck por causa de piadas. Duas piadas. Feitas em situações diferentes durante o Prêmio Multishow de Música Brasileira. A emissora decidiu levar o caso para o topo do Judiciário brasileiro — o tribunal que guarda a Constituição Federal de 1988 e cujas decisões não cabem recurso a nenhum outro tribunal no país.

Pra quem ainda não conhece a Tatá Werneck: Talita Arguelhes começou a estudar teatro aos nove anos de idade e fez seu primeiro espetáculo teatral aos onze. Estreou na televisão em 2008, no programa Dilemas de Irene, e a partir de 2010 passou a integrar o time do Quinta Categoria, na MTV Brasil, onde ficou até 2012. De lá pra cá, construiu um currículo que não para: apresentadora, atriz, comediante, roteirista, dubladora e repórter. É um dos nomes mais reconhecidos da comédia no Brasil — justamente porque faz piadas, que é o ofício dela.

O ponto central da ação são as brincadeiras feitas pela humorista em duas ocasiões distintas no Prêmio Multishow de Música Brasileira. O material disponível não detalha o conteúdo exato das piadas nem o resultado das instâncias anteriores — só que a RedeTV! decidiu recorrer ao STF.

E aí está o nó da questão, que vai além do processinho em si. O Supremo Tribunal Federal é a última palavra do Judiciário brasileiro. É lá que chegam disputas que afetam milhões de pessoas, questões constitucionais de peso, temas que moldam o funcionamento do país. E agora também está na mesa a discussão sobre se uma comediante, num palco feito pra isso, foi longe demais com as piadas que fez sobre uma emissora de televisão.

O debate por trás do caso é legítimo, por mais que a situação tenha uma camada de absurdo: onde termina a sátira protegida e começa a ofensa com consequências jurídicas? Tatá Werneck fez o que comediantes fazem — brincou, provocou, usou o palco. A RedeTV! entendeu que foi além do aceitável. Quem vai decidir, em última instância, é o STF.

Cá entre nós: levar uma piada ao Supremo é como chamar o bombeiro pra apagar uma vela. Funciona, talvez. Mas todo mundo vai olhar — e a pergunta que fica no ar é: quando uma brincadeira sobre uma emissora de TV vira matéria constitucional, quem está sendo mais engraçado — a comediante ou quem a processa?

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.