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Zack Snyder elege seus dois melhores filmes — e um deles vai te surpreender

Zack Snyder, o diretor que a gente ama odiar (ou odeia amar, depende do dia e do humor), finalmente decidiu qual é a nata da sua filmografia. Aquele que divide multidões — de um lado os fãs que tatua o logo do Superman no tornozelo, do outro os que ainda não perdoaram o que ele fez com a Liga da Justiça original — participou de uma entrevista e revelou quais são os dois filmes que ele considera seus maiores trabalhos. A lista pode te surpreender. Ou não. Depende de quanto tempo você já passou em fóruns defendendo o Snyderverse.

Para quem chegou agora: Zachary Edward Snyder é um diretor, roteirista e produtor americano com um estilo absolutamente inconfundível. De zumbis em câmera lenta a espartanos musculosos em câmera ainda mais lenta, passando por super-heróis sombrios e desgrenhados que parecem nunca ter ouvido falar de terapia, ele construiu uma filmografia que ninguém consegue ignorar — mesmo quando quer. Quer um visual de cair o queixo? Chama o Snyder. Quer um roteiro que faça sentido na primeira vez que você assiste? Talvez ligue para outro número. Mas isso é exatamente o que torna o homem fascinante: ele tem uma visão, ela é completamente dele, e uma legião de fãs devotados vai até o fim do mundo para defendê-la.

A batalha épica dos filmes do Snyder

A revelação veio durante uma participação no podcast Happy Sad Confused, comandado pelo jornalista Joshua Horowitz. O formato escolhido foi um mata-mata clássico: Snyder foi obrigado a escolher entre suas próprias criações, rodada a rodada, sem piedade e sem favoritismo declarado — pelo menos até o final. Pega a pipoca, porque a coisa fica boa.

Na primeira rodada, Madrugada dos Mortos (2004) enfrentou 300 (2006). Para quem não lembra, Madrugada dos Mortos foi a estreia de Snyder no longa-metragem — um remake do clássico de George Romero que mostrou ao mundo que aquele cara sabia fazer imagem. Mas 300, o épico dos espartanos que transformou Gerard Butler em ícone de academia e colocou abs em câmera lenta no mapa cultural, levou a melhor sem muita cerimônia.

Logo depois, Homem de Aço (2013) — o Superman sério, cheio de dúvida existencial e chuva dramática — foi eliminado por Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016). Escolha divisiva, é verdade, mas completamente coerente com quem é Snyder: ele claramente tem mais carinho pelo projeto que causou mais polêmica, mais debate e mais memes de Ben Affleck parecendo cansado de existir.

Os semifinalistas e a virada

A coisa esquentou de verdade quando Liga da Justiça (2021) — o famoso Snyder Cut, aquelas quatro horas que os fãs arrancaram da Warner à força de petições e campanha nas redes — enfrentou Watchmen (2009), a adaptação do graphic novel que muita gente ainda considera a obra mais ambiciosa do diretor. A escolha foi Liga da Justiça. Em outra rodada, o mais recente Rebel Moon (2023) despachou Sucker Punch (2011) — e aí ninguém ficou muito surpreso.

Nas finais, Liga da Justiça eliminou Rebel Moon e Batman vs Superman despachou 300. Os dois vencedores da disputa, portanto, foram Liga da Justiça e Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

O verdadeiro veredito do mestre

Mas o desfecho tem um plot twist à la Snyder — lento, grandioso e com mais camadas do que parece à primeira vista. Depois de todo o mata-mata, depois de eliminar filme por filme com a frieza de quem corta cenas de um cut de seis horas, o próprio cineasta admitiu que a batalha final deveria ter sido Watchmen contra Liga da Justiça. Ou seja: independentemente do resultado do torneio, esses são os dois filmes que ele realmente vê como seus melhores trabalhos. Batman vs Superman chegou na final por conta do chaveamento, não porque Snyder acha que ele é melhor do que Watchmen.

É a prova de que o amor de pai por uma obra nem sempre segue a lógica fria de uma tabela de eliminatórias. E é também, convenhamos, uma jogada muito Snyder: deixar o torneio todo acontecer para no final dizer que o torneio estava errado desde o começo. Narrativa não-linear. Subversão de expectativas. Duração excessiva. Estilo inconfundível.

E aí — concorda com o tio Zack, ou seu coração ainda está chorando pela eliminação precoce de algum clássico?

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.