O batman voltou… mas não é bem quem você pensa

Segura essa, galera! O universo animado da DC Comics acaba de nos dar um presentão de Batman Day: o primeiro trailer de 'Batman Knightfall Parte 2: Knightquest' aterrissou neste sábado (19) e já deixou claro que o negócio vai ficar ainda mais sinistro em Gotham. Se você achou que a primeira parte já tinha sido um soco no estômago, se prepare — a continuação promete mergulhar ainda mais fundo nas trevas e nas consequências daquela surra histórica que o Bruce Wayne levou. É tipo quando você acha que a ressaca passou, mas ela volta pior no dia seguinte.
Pra quem não conhece a história: Bruce Wayne é aquele bilionário órfão que jurou combater o crime depois de ver os pais serem assassinados na sua frente, ainda criança. Criado por Bill Finger e Bob Kane, ele virou o Batman operando sem armas letais, só na inteligência, no treino insano e nos gadgets mais elaborados que o dinheiro pode comprar. O personagem estreou em 1939 e, desde lá, acumulou décadas de histórias — mas poucas foram tão marcantes quanto a saga Knightfall, publicada pela DC nos anos 1990 e agora adaptada em formato de trilogia animada.
Foi na Knightfall que o Bane — vilão aprimorado por um esteroide experimental e com uma cabeça estratégica assustadora — conseguiu o impensável: colocou Bruce Wayne no limite físico e psicológico, derrotou-o em combate e quebrou sua coluna, deixando-o incapaz de continuar protegendo Gotham. Uma das cenas mais famosas da história da DC Comics, e uma das mais brutais. O herói que sempre pareceu invencível foi reduzido a alguém que não consegue nem andar. Isso importa porque não é só uma derrota física: é o colapso de um símbolo.
Um morcego não tão amigo da vizinhança
A queda de Bruce Wayne não só abala Gotham, que já não é lá essas coisas em dia normal, como abre espaço para uma pergunta incômoda: quem vai vestir o manto do Morcego? É aí que entra Jean-Paul Valley, o Azrael, que assume a identidade do Batman. Só que o Batman dele é um pouquinho diferente. Pode esquecer o não-letal e os princípios do Bruce. O Azrael-Batman é mais violento, mais agressivo e usa uma armadura que parece saída de um pesadelo — e que vai ficando cada vez mais ameaçadora conforme ele mergulha no papel. É nessa fase, chamada de Knightquest, que o símbolo do Batman passa por uma transformação brutal, revelando o lado sombrio do que ser um justiceiro pode significar quando os freios morais saem de cena.
O trailer já deixa claro que essa animação não vai só mostrar porradaria — o que já seria ótimo, claro. Ela quer fazer a gente pensar: o que realmente faz de alguém o Batman? É a capa e o capuz? É a força bruta? Ou são os princípios inegociáveis que Bruce estabeleceu para o símbolo ao longo de toda uma vida de dedicação? Essa discussão rendeu muito nos quadrinhos e a adaptação tem a chance de explorá-la de um jeito muito interessante. A saga é tão icônica que elementos dela inspiraram outras adaptações do herói, incluindo o longa dirigido por Christopher Nolan em que o Bane também deu um trabalho gigantesco para o Bruce. Prova maior do impacto duradouro dessa história, impossível.
O que esperar do retorno do morcego?
Com 'Batman Knightfall Parte 2: Knightquest', a DC continua firme na adaptação dessa trilogia animada, pavimentando o caminho para o terceiro e último capítulo, onde Bruce Wayne vai ter que ralar muito para recuperar não só o controle de Gotham, mas também o seu lugar como o verdadeiro Cavaleiro das Trevas. A pergunta que fica depois do trailer é justamente essa: quando — e se — Bruce voltar, o símbolo ainda vai significar a mesma coisa? A armadura mudou, a violência aumentou, e Gotham já viu o pior do que o Batman pode se tornar. Recuperar o manto é uma coisa; recuperar o que ele representa é outra completamente diferente. E é exatamente essa tensão que faz da Knightfall uma das histórias mais influentes que a DC já publicou.
