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Deep Purple: novo álbum, reencontro histórico e o rock sem prazo de validade

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Se você ainda acha que lenda do rock só serve para documentário na madrugada, é hora de rever os conceitos. Os Deep Purple estão aí, vivos, barulhentos e com álbum novo, lembrando ao mundo inteiro que algumas bandas simplesmente não têm data de validade.

Formados em 1968, na Inglaterra, eles integram aquele trio sagrado — ao lado de Black Sabbath e Led Zeppelin — que praticamente inventou o heavy metal e o hard rock moderno. Mas tentar encaixar os caras em uma única gaveta é quase um crime: no som deles convivem barroco, psicodelia, blues e rock progressivo, uma salada musical que deu tão certo que rendeu mais de 150 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo e um título nada modesto no Guinness Book: a banda com o som ao vivo mais alto do mundo. Não é pouca coisa.

SPLAT! chegou, e é pra glorificar de pé

Depois de mais de cinco décadas mandando ver, os Deep Purple acaban de lançar o SPLAT!, seu 24º álbum de estúdio. Vinte e quatro. Para uma banda que poderia muito bem viver de tocar os clássicos em cruzeiros de nostalgia, isso é um recado bem claro: eles não estão aqui para colecionar troféu empoeirado. O álbum comprova que a criatividade do grupo segue intacta e que eles continuam explorando e empurrando os limites do próprio gênero — conectando fãs de décadas e conquistando quem ainda nem tinha nascido quando Smoke on the Water virou hino.

E por falar em clássicos, um dos maiores deles acaba de ganhar uma segunda vida bastante improvável. Child in Time, lançada em 1970, apareceu em versão renovada no trailer da nova temporada de Stranger Things. De repente, milhões de jovens que cresceram no universo da série se viram cara a cara com um dos hinos mais poderosos da história do rock — sem saber muito bem o que os tinha atingido. É exatamente assim que uma boa música funciona: ela não pede licença para ser relevante, ela simplesmente aparece e toma conta. E o SPLAT! chega logo na sequência disso, num momento em que o interesse global pela banda voltou a aquecer de um jeito que poucos esperavam.

O reencontro que fez o rock suspirar

Se o álbum novo e a aparição em Stranger Things já seriam suficientes para colocar os Deep Purple de volta na boca do mundo, a turnê atual jogou mais uma bomba: Ritchie Blackmore, guitarrista e membro fundador da banda, subiu no palco com eles pela primeira vez em 33 anos. A reunião histórica aconteceu nos Estados Unidos, com Blackmore tocando Smoke on the Water no final do set — como se precisasse de mais alguma coisa além disso para fechar o show. Uma jogada de mestre que adicionou mais uma página à já longa e grandiosa história do grupo, antes que a turnê seguisse rumo à Europa.

Atenas, 13 de outubro

E é nessa Europa que a próxima parada interessa de perto: em 13 de outubro, os Deep Purple sobem ao palco do Telekom Center Athens, em Atenas, na Grécia — o maior espaço fechado do país, parte do complexo olímpico construído para os Jogos de 2004. A noite ainda conta com a participação especial dos britânicos Jayler, banda em ascensão que promete uma parceria explosiva entre o passado e o futuro do rock.

Com mais de cinco décadas de hits, shows esgotados pelo mundo todo e uma vaga merecidíssima no Rock & Roll Hall of Fame, os Deep Purple seguem inspirando legiões de músicos e fãs. O catálogo deles é um tesouro, as performances ao vivo são aula de hard rock, e qualquer pessoa com um mínimo de bom gosto musical sabe que resistir a um riff bem dado é praticamente impossível. E aí — qual música deles não sai do seu repeat?

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.