Zendaya chuta o "aranha-core" e embrulha o tapete vermelho em puro glamour

A gente já sabe que a Zendaya não brinca em serviço quando o assunto é tapete vermelho. Durante toda a tour de divulgação de Spider-Man: Brand New Day, ela entregou uma sequência de visuais sombrios, dramáticos e carregados de referências aracnídeas — silhuetas que pareciam armaduras, padrões que remetiam a teias, maquiagens pesadas, ar misterioso e uma consistência temática que qualquer diretora de arte de Hollywood deveria estudar. Um aranha-core de alto nível, construído look a look, que deixou os fãs da Marvel em modo teoria permanente. A MJ vai virar vilã? Está em luto? O personagem de Ashi Studio, com aquela toalete volumosa que remetia a teias ameaçadoras, foi só um dos capítulos dessa série de aparições que pareciam funcionar como pistas visuais — cada escolha estilística era dissecada, debatida e transformada em thread nas redes. O buzz era garantido. E muito dele era intencional.
Mas como toda boa história tem suas reviravoltas, Zendaya resolveu dar um plot twist no próprio desfile. Na première mundial do filme em Londres — o ato final da campanha de divulgação —, a atriz deixou os looks escuros completamente pra trás e surgiu com uma criação de alta-costura do ateliê Tamara Ralph, da coleção outono-inverno 2026. O vestido champanhe com corpete estruturado e silhueta sereia, feito em crepe de seda, era a antítese de tudo que ela havia usado até então: luminoso, fluido, quase etéreo.
O que realmente roubou a cena foram as alças. Em vez de teias ameaçadoras ou estruturas sombrias, correntes de cristais delicadas se estendiam pelos ombros, cintilantes e quase mágicas. A vibe não tinha nada de criatura noturna — era puro glamour dos anos 70, com clara inspiração nas divas da disco como Diana Ross. O próprio ateliê descreveu a coleção como um estudo sobre brilho, precisão e feminilidade etérea, com tecidos leves e bordados luminosos. A escolha não poderia ter sido mais precisa para o momento.
Pra completar o visual, brincos de diamante Mouawad que cintilavam na altura certa. E, como ela não ia abandonar de vez o tema que tanto rendeu assunto ao longo das semanas anteriores, um toque sutil e dourado: uma aranha da Keren Wolf posicionada discretamente na costura das costas do vestido. Uma despedida elegante ao universo aracnídeo — um aceno, não um adeus definitivo.
A mudança não ficou só na roupa. Depois de semanas de penteados presos ou puxados rigidamente pra trás, Zendaya apareceu com cabelos longos e soltos, com volume natural. A maquiagem também seguiu o novo tom: saíram os olhos esfumados pesados e dramáticos que marcaram as aparições anteriores durante a divulgação de Spider-Man, e entrou um visual mais natural, com blush rosado suave e uma make quase minimalista, sem máscara de cílios. Às vezes menos é mais — especialmente quando você já é a Zendaya.
Para os fãs que transformam cada escolha de roupa num oráculo cinematográfico, a virada de estilo levanta questões óbvias: será que essa leveza e esse otimismo são uma pista sobre o desfecho da MJ no filme? Afinal, alguns dos looks anteriores foram associados pelos fãs a vilões da história ou a um período de luto e escuridão para o personagem. Se a lógica temática se manteve ao longo de toda a campanha, faz sentido encarar essa aparição final — luminosa, celebratória, aliviada — como uma promessa de um final mais feliz pra MJ. Ou será que é só Zendaya se divertindo com as expectativas da galera, como só ela sabe fazer?
Seja lá qual for a resposta, uma coisa é inegável: usar o tapete vermelho como extensão da narrativa de um filme é uma arte que pouquíssimas pessoas dominam com essa maestria. Cada look foi uma cena. Cada acessório, uma vírgula. E esse vestido champanhe com aranha dourada nas costas foi, sem dúvida, o ponto final perfeito.
