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Macklemore agita turnê de Ed Sheeran com grito de "Palestina Livre" no palco

A turnê americana do Ed Sheeran tinha tudo para ser aquele evento pop tranquilo, cheio de hits açucarados e gente cantando junto com o copo na mão. Aí chegou o Macklemore, que estava abrindo os shows como atração de aquecimento, e resolveu que o MetLife Stadium, em Nova Jersey, seria o lugar perfeito para muito mais do que música.

Durante sua apresentação, o rapper soltou um sonoro "Palestina Livre!" para o estádio lotado. Não parou por aí: logo em seguida puxou "Hind's Hall", música que ele lançou em 2024 como resposta direta às manifestações pró-Palestina que tomaram campus universitários nos Estados Unidos. Enquanto ele cantava, as telas gigantes do estádio exibiam imagens que reforçavam a mensagem política. Em questão de minutos, os vídeos do momento já estavam circulando pelas redes sociais e a conversa tinha saído de dentro do show para o mundo todo.

O que tirou muito comentarista do sério foi descobrir que não se tratou de um impulso passageiro. Macklemore repetiu exatamente o mesmo posicionamento numa segunda apresentação no MetLife Stadium. Dois shows, mesma mensagem — ficou claro que não era frase solta no calor do momento, mas uma posição que ele escolheu trazer deliberadamente para aquele palco.

O próprio rapper explicou para a plateia o raciocínio por trás da escolha. Segundo ele, um dos motivos para aceitar participar da turnê era justamente ter acesso a um público enorme para falar sobre temas que considera urgentes. Ele mencionou as pessoas que vivem em Gaza e na Cisjordânia, dizendo que elas não deveriam se sentir esquecidas. Antes de tocar "Hind's Hall", ainda falou sobre a necessidade de que todos os seres humanos possam viver com segurança e liberdade.

A guerra dos abaixo-assinados

A reação não demorou. A Israeli-American Council (IAC) lançou um abaixo-assinado pedindo ao Ed Sheeran e à produção da turnê que removessem o Macklemore dos próximos shows. O argumento da organização é que um palco de show não deveria ser usado como plataforma para uma agenda política unilateral, e que precisam existir limites claros para o tipo de mensagem apresentada num evento de entretenimento.

A divisão entre o público foi real. De um lado, fãs que aplaudiram a coragem do artista e defenderam o direito de usar a visibilidade para falar sobre direitos humanos. Do outro, gente que achou que entretenimento e política não deveriam se misturar daquele jeito — e que um show do Ed Sheeran não era o fórum adequado para esse tipo de declaração.

Macklemore não recuou um milímetro. Depois de toda a repercussão, ele foi às redes sociais se defender, afirmando que querer que todas as pessoas sejam tratadas com igualdade não deveria ser considerado algo polêmico. Também se dirigiu diretamente à comunidade judaica, deixando claro que sua crítica às políticas israelenses não é, nas palavras dele, um ataque aos judeus.

E o Ed Sheeran, cadê?

O homem cujo nome está na turnê manteve silêncio absoluto sobre tudo isso. Ed Sheeran não se pronunciou sobre o abaixo-assinado, não comentou a performance do Macklemore e não deu nenhum sinal público de que pretende tomar alguma posição. Enquanto isso, o rapper segue confirmado como atração de abertura para as próximas datas da turnê americana — ou seja, a situação, por ora, permanece exatamente como estava.

A pergunta que fica suspensa no ar: o silêncio do Ed é estratégico, é desconforto ou é simplesmente a aposta de que a poeira vai baixar sozinha? O que já está claro é que, quando o pop e o protesto dividem o mesmo palco, a neutralidade vira uma posição em si — queira o artista principal ou não.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.