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Xuxa vs. Sorvetão: A Treta do Apê de R$ 26 Mil

Segura essa bomba, Brasil. Xuxa Meneghel, a eterna Rainha dos Baixinhos, está processando Andréa Sorvetão — uma das Paquitas mais icônicas da sua era de ouro — por uma dívida de aproximadamente R$ 26 mil relacionada a um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, bairro nobre da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Condomínio, IPTU, taxa de incêndio, luz e gás: os itens que encalharam na conta são os mais mundanos possíveis, mas o contexto é tudo menos banal. Quem diria que a relação de anos entre a "chefe" e uma de suas assistentes de palco mais queridas ia parar nos tribunais por causa de boleto?

Pra quem precisa de contexto — ou simplesmente quer reviver os anos dourados: Xuxa é um fenômeno sem paralelo na cultura pop brasileira. Apresentadora, cantora, atriz, empresária e ex-modelo, ela explodiu na televisão nos anos 1980, primeiro no Clube da Criança, na Rede Manchete, e depois no Xou da Xuxa, na Rede Globo, a partir de 1986. Nos anos 1990, foi além das fronteiras e dominou a televisão na Argentina, na Espanha e nos Estados Unidos ao mesmo tempo, acumulando cerca de 100 milhões de telespectadores diários. Um número assim não é carreira, é fenômeno geológico.

Já Andréa Sorvetão — nome artístico de Andrea Maria de Faria Antunes — foi uma das Paquitas, aquelas garotas que dançavam, interagiam com a Rainha e, no processo, viraram celebridades por conta própria. Depois da fase de Paquita, Sorvetão continuou trabalhando como atriz e apresentadora e, desde 2008, toca um buffet infantil no Rio de Janeiro, o Casa de Festas Sorvetão. Ver as duas em lados opostos de uma ação judicial é, no mínimo, uma dessas cenas que a gente nunca esperou ter que processar.

O B.O. do apartamento

A história tem começo datado: em janeiro de 2020, Xuxa disponibilizou o apartamento para Sorvetão por meio de um contrato de comando com prazo previsto de 48 horas. Sim, 48 horas. Mas, segundo o processo, Sorvetão só deixou o imóvel em 2021, sem quitar os custos associados à propriedade durante o período em que ficou lá — condomínio, IPTU, taxa de incêndio, luz e gás. Com a atualização dos valores ao longo do tempo, a conta chegou a aproximadamente R$ 26 mil.

Sorvetão não ficou calada. Ela usou as redes sociais para dar a sua versão e explicou que só teve conhecimento dos valores da dívida em 2023. A partir daí, tentou negociar: propôs parcelar o pagamento em 22 vezes. Xuxa não aceitou, respondendo que toparia, no máximo, 2 vezes. Conciliação zero. É o tipo de impasse que, infelizmente, só tem um caminho depois.

Um período que não era simples

O que torna essa história ainda mais pesada é o contexto em que a negociação — ou a falta dela — aconteceu. Enquanto tentava viabilizar um acordo, Sorvetão vivia um dos períodos mais difíceis da sua vida pessoal: seu marido, Conrado, enfrentava tratamento contra o câncer. Ela mesma foi direta: "Eu propus um acordo que daria para a gente pagar em 22 vezes. Ela não aceitou porque ela falou que no máximo aceitaria em 2 vezes. Eu realmente não tinha condição de pagar naquela época". Não é desculpa, é circunstância — e faz diferença entender uma coisa e a outra.

Pra completar o quadro, Sorvetão revelou que ficou sabendo da existência do processo pela imprensa, no sábado, junto com todo mundo. Ela chegou a observar, com certa ironia, que a notícia parecia ter chegado à mídia antes de chegar à mesa do juiz. Seus advogados estão analisando tudo e, nas próprias palavras dela: "o que se é devido tem que ser pago, né? Vamos aguardar!". Uma frase que é, ao mesmo tempo, resignada e absolutamente sensata.

O que fica, além da dívida em aberto, é a pergunta que ninguém quer fazer em voz alta: como anos de história — de palco, de holofotes, de uma relação que atravessou décadas — resistem a um processo judicial? A resposta, por enquanto, está nas mãos dos advogados.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.