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Nathan Fillion ficou preocupado com Guy Gardner em 'Lanternas' — e dá pra entender o motivo

via Instagram @nathanfillion

Nathan Fillion não é exatamente um novato quando o assunto é universo DC. O ator canadense já deu vida a Guy Gardner em Superman (2025) e, portanto, chegou à nova série Lanternas com um entendimento bastante claro de quem é esse personagem: um Lanterna Verde grudado no próprio anel e manto como se fossem extensões da sua identidade, sempre em busca de status, sempre com aquela fanfarrice que ninguém solicitou mas que todo mundo, no fundo, aprecia. O problema — ou melhor, o desafio — é que Lanternas promete um tom significativamente diferente do que as produções em que Guy costuma aparecer. E isso, segundo o próprio Fillion, deu um bom calafrio nele.

Em entrevista à Variety, o ator foi direto ao ponto sobre o que o preocupava antes de embarcar no projeto. Não era o trabalho em si, não era a escala da produção, não era dividir tela com nomes pesados. Era algo mais específico, mais cirúrgico: a consistência do personagem diante de uma narrativa deliberadamente mais sombria e terrena. "Minha preocupação era a consistência. Eu sabia que haveria uma mudança de tom. O que eu não queria era que houvesse uma mudança no próprio personagem", explicou.

A distinção que Fillion faz é mais inteligente do que parece à primeira vista. Uma coisa é o universo ao redor mudar — o clima, o ritmo, a paleta de cores, a seriedade das situações. Outra coisa, completamente diferente, é o personagem se dobrar a esse universo e perder aquilo que o define. Para resolver esse dilema, o ator recorreu a uma analogia simples e bastante eficiente: é como passar um fim de semana em cidades diferentes do DCU. Seja em Metrópolis ou em Gotham City, o ambiente muda, as experiências são distintas — mas a pessoa continua sendo a mesma. Guy Gardner em Metrópolis e Guy Gardner em Gotham ainda é Guy Gardner. O anel e o manto continuam no lugar. A pose também.

E a série que receberá esse Guy Gardner é, no mínimo, ambiciosa. Lanternas acompanha um jovem John Stewart, vivido por Aaron Pierre, e um Hal Jordan já veterano, interpretado por Kyle Chandler, enquanto investigam um assassinato misterioso no coração dos Estados Unidos. Especula-se que a vítima seja um membro da própria Tropa dos Lanternas Verdes — a força policial da galáxia —, e é nesse contexto que Stewart ganha o anel que confere aos membros do grupo o poder de criar objetos feitos de luz verde. Pensa numa investigação policial com ficção científica de pano de fundo, só que com capas e intergaláctica.

Por trás das câmeras, o time é de respeito e tem currículo para sustentar a expectativa. A produção é comandada por Damon Lindelof, responsável por Lost e Watchmen; Chris Mundy, que assinou Ozark; e Tom King. São oito episódios confirmados, com estreias semanais aos domingos, às 22h, na HBO e HBO Max.

Nathan Fillion, vale lembrar, tem uma trajetória longa em personagens que equilibram carisma e complexidade. Ficou famoso internacionalmente ao interpretar o Capitão Malcolm Reynolds em Firefly, em 2002, e passou anos como Richard Castle na série Castle. Ou seja: o ator conhece o valor de um personagem com personalidade forte e sabe o que acontece quando essa personalidade é diluída por exigências de tom ou formato. Daí a preocupação com Guy Gardner fazer todo o sentido — não é insegurança, é consciência profissional.

A pergunta que fica, então, é a de sempre com produções que apostam em peso dramático: será que a fanfarrice de Guy Gardner vai sobreviver intacta a uma série que claramente quer ser levada a sério? Fillion parece acreditar que sim. E, honestamente, torcer para que ele esteja certo é a opção mais divertida.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.