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Sandra Bullock e Nicole Kidman ainda hipnotizam, mas o feitiço do novo filme... não tanto

Prepare a pipoca e o caldeirão porque as irmãs bruxas mais icônicas da telona voltaram! Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor chega aos cinemas mais de 25 anos depois do original, trazendo de volta Sandra Bullock e Nicole Kidman, e sim, elas continuam sendo o motivo principal para a gente se jogar nessa nova aventura.

Pra quem não lembra ou nunca viu — corre pra ver! —, Da Magia à Sedução de 1998 virou um clássico cult instantâneo. Bullock, que arrasou em tudo de Velocidade Máxima a Um Sonho Possível (que lhe rendeu o Oscar de 2010, só pra constar), e Kidman, diva vencedora do seu próprio Oscar, formam uma dupla imbatível. Elas são a força motriz por trás do carisma e da leveza que fizeram o primeiro filme ser tão especial. Mas será que essa continuação tardia captura a mesma magia?

Uma família de bruxas com novas (e velhas) dores

A nova trama nos leva de volta à pequena cidade de Massachusetts, onde Sally (Bullock) e Gillian Owens (Kidman) continuam vivendo com as tias Jet (Dianne Wiest) e Frances (Stockard Channing). Sally, coitada, virou viúva de novo e resolveu largar a magia de lado pra focar nas filhas, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams), que agora são adultas. Mas a maldição das mulheres Owens — que faz com que nunca possam se apaixonar de verdade sem que seus amores morram — ainda perturba as novas gerações.

Aí a Kylie, decidida a resolver logo esse pepino ancestral, resolve ir pra Inglaterra, onde tudo começou, pra quebrar a maldição de uma vez por todas. Sally vai atrás, levando Gillian junto, e lá vamos nós para mais uma jornada que vai testar a união dessas irmãs. Tipo aquela amiga que decide fazer algo radical e você vai junto só pra garantir que a situação não fuja do controle, sabe?

Um feitiço que não pegou direito

Essa continuação segue a moda dos filmes legado, onde os personagens mais antigos passam o bastão — ou a vassoura, nesse caso — para os mais novos. A história foca bastante nas filhas de Sally, mas vamos ser sinceros: o que a gente quer mesmo é ver Sandra e Nicole em ação. E, ainda bem, são as cenas com elas que realmente valem o ingresso.

O roteiro, que tem gente boa como Akiva Goldsman — vencedor do Oscar por Uma Mente Brilhante e co-roteirista do filme original — na equipe, parece mais preocupado em repetir a fórmula do que em inovar. O resultado é uma trama que não cria situações muito intrigantes e fica perdida, sem saber se aposta nos novatos ou mantém o protagonismo com as bruxas veteranas. Essa indecisão deixa a história irregular, apesar de simpática no geral.

A direção de Suzanne Bier — que já trabalhou com as duas antes, com Sandra em Caixa de Pássaros e com Nicole em minisséries como The Undoing — deixa tudo bem leve, às vezes até demais. Faltou aquela tensão e aquele peso que o primeiro filme tinha, que chegava a flertar com o terror mesmo sendo uma comédia romântica. Aqui, tudo é tão solar que a gente até sente falta de um bom clima sombrio de feitiço. Os efeitos visuais da parte final também não ajudam: nenhuma cena é diferenciada ou memorável, o que torna a ameaça final bem genérica.

Quem brilha e quem... só aparece

Falando em brilho: Sandra Bullock está impecável. Mesmo após quatro anos sem estrelar um filme — seu último foi Cidade Perdida —, ela prova que o carisma está intacto e que Sally Owens é um papel que ela veste como uma luva, como se nunca tivesse deixado a personagem. Nicole Kidman não fica pra trás, trazendo de volta toda a diversão e a atitude provocadora de Gillian, agora com um toque extra de tia preocupada com as sobrinhas. A química entre as duas é tão forte que a gente perdoa os deslizes do filme só pra vê-las juntas.

Já Joey King, como Kylie, é prejudicada pelo roteiro, que não lhe dá espaço para desenvolver a personagem. E o que fizeram com Maisie Williams? A atriz vira quase figurante depois da metade do filme, em cenas que não acrescentam nada. As tias Jet e Frances, interpretadas por Dianne Wiest e Stockard Channing — que roubaram a cena no original —, também ficam com tempo de tela bem reduzido. É tipo aquele churrasco onde todo mundo foi convidado, mas só o pessoal da mesa principal tem voz.

No final das contas, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é um passatempo agradável, principalmente se você for fã de Bullock e Kidman. Elas carregam o filme nas costas com leveza e uma química que valem a pena. Mas não espere a mesma magia, tensão ou originalidade do primeiro. Às vezes, o charme delas é o único feitiço que realmente funciona.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.