MAD BrasilMúsica, celebridades e cultura pop
Entretenimento

O final do novo Resident Evil é puro caos — e a gente te explica tudo

Pexels

Se você achou que Resident Evil já tinha te entregado todos os sustos possíveis, senta que lá vem bomba. O novo filme da franquia, dirigido por Zach Cregger — o mesmo de A Hora do Mal e Noites Brutais — não só reinicia a história nos cinemas, mas joga a plateia num nível de pânico totalmente novo. E o final é daquele tipo que faz a pessoa ao lado apertar o seu braço sem pedir licença.

Pra quem é novato no universo: Resident Evil é uma série de jogos criada pela Capcom que virou fenômeno global, espalhando-se por filmes, séries, quadrinhos e tudo que couber zumbi, mutação e vírus. É a franquia de terror mais vendida da história. Então sim, a pressão sobre esse novo filme era real — e, pelos elogios da crítica, ele soube carregar o peso.

A história gira em torno de Bryan, interpretado por Austin Abrams (que já trabalhou com Cregger antes), um entregador que só queria cumprir o seu trampo e levar uma encomenda misteriosa até Raccoon City. Mal sabia ele que era um bilhete só de ida para o apocalipse. E tem mais: a namorada dele está grávida, e Bryan passa o filme inteiro fugindo da ideia de ser pai. Irônico, né? Ele tentando evitar transformações, e o universo inteiro conspirando para transformá-lo em algo muito, muito pior.

Logo no começo, o pobre Bryan já atropela uma mulher infectada. Ele tenta ajudá-la ao lado de um policial, a viatura capota, a mulher ataca, ele atira e foge para uma casa próxima. Parecia ter escapado — até ser atacado de novo, desta vez por um homem infectado. E o que era ruim fica pior: os dois corpos se fundem numa aberração de quatro braços e quatro pernas. A essa altura, as unhas já foram embora.

Fugindo desse pesadelo, Bryan encontra um túnel bloqueado e uma garotinha que, claro, não é bem uma garotinha fofa: está infectada e o morde. A missão, porém, continua. Ele encontra sobreviventes e descobre que a encomenda que carrega é uma substância secreta da Umbrella Corporation — o componente final para o antídoto do vírus. Basicamente, a salvação da humanidade estava na bolsa dele o tempo todo.

Com a mordida escondida e o tempo correndo, Bryan ainda enfrenta ratos mutantes e infectados que se jogam de prédios antes de chegar ao hospital de Raccoon City. O laboratório fica no último andar, claro — porque Cregger não ia facilitar. No caminho, ainda tem infectados que vomitam ácido e, pasmem, bebês mutantes. A gente assistindo e pensando: será que ele chega?

Ele chega. No 28º andar, entrega a encomenda. Missão cumprida — exceto pela mordida que ele escondeu de todo mundo. Enquanto os cientistas trabalham no antídoto, o Vírus T toma conta do corpo de Bryan de forma violenta e grotesca: olhos extras, tentáculos, e os corpos das vítimas sendo incorporados ao dele, transformando-o num chefão de videogame saído direto dos jogos. O único cientista sobrevivente tenta fugir, mas na confusão, a seringa com o antídoto cai da torre. A cura que Bryan mesmo trouxe se perde por causa da sua própria transformação. Ele então devora o último cientista no topo do edifício.

O filme termina com helicópteros da Guarda Nacional se aproximando do hospital, e o monstro que um dia foi Bryan soltando um rugido aterrorizante antes do corte abrupto para os créditos. Que final.

Cregger não entrega só terror — entrega significado. O medo de Bryan da paternidade e das mudanças na vida ecoa direto na infecção: ele tentou desesperadamente evitar transformações, manter tudo igual, e o resultado foi a pior mutação possível, perdendo completamente a humanidade e condenando Raccoon City. É body horror com camadas. Quase uma terapia, só que com tentáculos.

E vai ter continuação? Raccoon City está tomada, o antídoto destruído e a infecção pronta para se espalhar pelo mundo. O gancho está colocado. Resta saber se Cregger volta para nos fazer roer as unhas de novo ou se outro diretor assume o volante desse caos zumbi.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.