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Fiuk encerra carreira solo e ressuscita a Banda Hori — um comeback pra poucos

Se você pensou que o Fiuk ia sumir de vez dos palcos depois de anunciar uma pausa, pensou errado. O que parecia ser um show de despedida da carreira solo em Campinas, no interior de São Paulo, se transformou num relançamento surpresa. O cantor confirmou o fim de sua jornada individual, mas já emendou a novidade bombástica: a Banda Hori está de volta. Antes que você corra pra garantir o ingresso, porém, a gente precisa contextualizar o cenário grandioso desse grande anúncio. O local comportava mil pessoas — e apareceram 67. Sessenta. E. Sete.

A montanha-russa do Fiuk: da Banda Hori ao perrengue solo

Pra entender o peso desse momento, vale revisitar de onde Fiuk — nome completo Filipe Kartalian Ayres Galvão — veio. Ele estourou nos anos 2000 à frente da Banda Hori, um grupo de pop rock que fez a cabeça de muita gente antes de virar trilha sonora de saudade. Em 2009, ele deu um salto enorme ao assumir o protagonismo de Malhação, na TV Globo, vivendo o personagem Bernardo — e o alcance da Hori se multiplicou junto com a fama do galã.

Dois anos depois, em 2011, Fiuk deu tchau pro formato de banda e se jogou na carreira solo com o álbum Sou Eu. A virada de estilo foi radical: saiu a pegada roqueira, entrou um pop romântico com forte aceno ao R&B. A faixa-título foi parar no topo das paradas, e uma parceria com Jorge Ben Jor no hit Quero Toda Noite ajudou a consolidar a identidade individual do músico. A TV seguiu em paralelo, com papéis em novelas da Globo como Aquele Beijo, Geração Brasil e A Força do Querer, em que viveu o personagem Ruy.

Nos últimos meses, porém, a vida pública de Fiuk ganhou um tom mais pesado. O cantor tem falado abertamente sobre dificuldades financeiras e familiares — chegou a vender carros pra pagar impostos. Além disso, um projeto de filme sobre o universo dos carros, inicialmente chamado de Descontrole, nunca chegou a ser lançado e acabou no centro de uma disputa judicial. Em 2026, ele tentou retomar o fôlego com o EP M, Vol. 2 e com o projeto Fiuk III, que já reunia integrantes que fizeram parte da Hori — o que, visto agora, parece ter sido o ensaio geral pro anúncio desta sexta.

Um show quase secreto, com fãs de verdade

Fiuk subiu ao palco por volta das 22h50, prometendo uma surpresa pro público minúsculo. Abriu com Gasolina, música lançada em agosto, e emendou uma sequência de faixas autorais antes de passear por versões de Jorge Ben Jor e do Green Day. O cenário ficou mais intimista quando ele apostou no banquinho: ao tocar Várias Queixas, distribuiu uma piscadinha estratégica pra uma fã bem na frente do palco. A plateia, pequena mas fiel, cantou tudo vidrada — do começo ao fim.

E não faltou esforço pra quem estava lá. Entre as 67 pessoas, estava Sandra Araújo dos Santos, de 39 anos, que pegou um ônibus de Belo Horizonte e viajou 500 quilômetros só pra ver o ídolo, chegando em cima da hora. "Foi em cima da hora. Vou embora amanhã mesmo. É a realização de um sonho. Espero que não seja o último show", disse ela. Pra deixar a cena ainda mais surreal, tinha até um cover do pai do cantor na plateia: Flávio Junior, de 64 anos, sósia de Fábio Jr., previu que a noite seria o começo de algo maior. "Espero que esse show seja o primeiro de muitos que virão pelo Brasil todo", disse.

O anúncio da volta da Banda Hori veio na reta final da apresentação, e o encerramento foi à altura: Linda, Tão Linda, clássico do grupo, fechou a noite e selou oficialmente o retorno.

O que o futuro reserva pro Hori?

Depois de uma série de dificuldades expostas publicamente, a volta às raízes pode ser a cartada certa para Fiuk. O projeto Fiuk III já vinha reunindo ex-integrantes da Hori, então o terreno não estava completamente virgem — mas transformar isso num anúncio oficial, num show de encerramento da carreira solo, tem um peso simbólico que vai além da estratégia. Resta saber se a nova fase vai resgatar a pegada roqueira dos primeiros anos ou incorporar a roupagem mais pop da era solo. A gente tá de olho — e torcendo pra que, dessa vez, a casa venha um pouco mais cheia.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.