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Prêmio Jabuti revela semifinalistas da 68ª edição

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A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou na terça-feira, 29 de setembro, os semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti. A disputa deste ano está gigante, com 4.675 obras e projetos inscritos no total.

Para quem não está por dentro, o Jabuti é o prêmio literário mais tradicional do Brasil. Criado em 1959 pela CBL — entidade que também organiza a Bienal do Livro de São Paulo —, o objetivo é valorizar todo mundo que faz o livro acontecer: do autor ao ilustrador, passando por editores e livreiros.

O jogo mudou para o Livro do Ano

O título de Livro do Ano é a maior honra da premiação, e a regra mudou. Agora, obras inscritas nas categorias de Escritor Estreante em Poesia e em Romance também podem concorrer ao prêmio principal.

E convenhamos, o incentivo é surreal: além da estatueta, o vencedor leva R$ 70 mil e ainda pode escolher viajar com tudo pago para uma das principais feiras internacionais do livro, seja em Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com direito a palestras e encontros profissionais.

Novidade para os criadores de conteúdo

Se você acompanha recomendações de livros nas redes, vai gostar disso. O prêmio criou a categoria Incentivo à Leitura - Cultura Digital, focada em quem usa as redes para estimular a leitura.

O público pode votar nos dez semifinalistas dessa categoria a partir de 29 de setembro, com prazo até as 12h do dia 9 de outubro. Os cinco finalistas serão revelados em 14 de outubro. Hubert Alquéres, curador do prêmio, explicou que a novidade reconhece como as plataformas digitais viraram espaços de descoberta e comunidades de leitura.

Categorias e a grande final

Fora o Livro do Ano, são 23 categorias divididas nos eixos de Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Quem vencer cada uma dessas 23 categorias ganha a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.

A cerimônia de entrega acontece em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em São Paulo. O evento é para convidados, mas a gente consegue acompanhar tudo ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.

Quem está na disputa

Sevani Matos, presidente da CBL, destacou que chegar a essa etapa é fundamental para dar visibilidade aos profissionais do livro. A lista completa está no site oficial, mas alguns nomes e títulos já chamam a atenção, como:

Na literatura e poesia, temos Ao quase, com amor: cartas e contos, de Eve Rojas; Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro, de Marcos Vinicius de Paula; e Satori na laje: orikais, poemínimos e outros cantos, de Edson Cruz.

Já na não ficção, aparecem obras como Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros, de Felipe Nunes; João Gilberto e a insurreição bossa nova: outros lados da história, de Tárik de Souza; e Rei: o livro sobre o homem incomparável a quem tentam se comparar há 70 anos, de Paulo Vinicius Coelho.

Também estão na lista títulos sobre diversidade e educação, como Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade, de Manuel Alves de Sousa Junior, e Saberes indígenas: considerações ancestrais para o futuro da educação infantil, organizado por Auritha Tabajara, Claudia Castilho e Kathia Castilho.

Tem até coisa de finanças, com Como investir em criptos?, de Paulo Vitor Jordão da Gama Silva, e De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual, de Ariane Abdallah. E, claro, Mario Sergio Cortella aparece com Faça o teu melhor: aprimorar a competência recusar a mediocridade exuberar a vida.

Será que a gente consegue prever quem leva a estatueta ou o Jabuti sempre surpreende?

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.