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Polêmica no caldeirão: "Da Magia à Sedução 2" trocou as filhas da Sandra Bullock e a galera não perdoou

Quem é que não ama 'Da Magia à Sedução'? O filme de 1998, estrelado por Sandra Bullock e Nicole Kidman, virou um clássico atemporal que a gente assiste no repeat. A história das irmãs bruxas que sofrem com uma maldição familiar passada de geração em geração — qualquer homem que se apaixone por uma delas morre — conquistou uma legião de fãs ao longo dos décadas. Há mais de 200 anos com o mesmo problema na ficção, elas passam a se envolver em grandes encrencas enquanto tentam encontrar uma saída. Simples, eficaz, irresistível. E, finalmente, em 2026, a sequência 'Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor' chegou para expandir esse universo mágico. Mas, olha, nem tudo são flores e poções borbulhantes nesse caldeirão.

A bruxaria da substituição: quem entrou e quem ficou de fora

No filme original, Sally — personagem de Sandra Bullock — é mãe de duas crianças, Kylie e Antonia. Elas não eram as protagonistas, claro, mas tinham um papel importante na dinâmica familiar da história. Kylie foi interpretada por Evan Rachel Wood, hoje com 39 anos, e Antonia por Alexandra Artrip, hoje com 36. Para muita gente, ver essas atrizes de volta em papéis adultos seria um prêmio pela nostalgia — afinal, crescemos junto com esses personagens.

Só que a diretora Susanne Bier tinha outros planos. A ideia é que a sequência se passasse anos depois, com as personagens já na fase adulta jovem, saindo da faculdade. Por isso, a decisão criativa foi escalar atrizes mais jovens: Joey King e Maisie Williams. Nomes queridos pela galera, sem dúvida, mas a troca não desceu bem para todo mundo — e é aí que a história fica interessante.

O climão nas redes e o pedido de paz

A treta pegou fogo nas redes. Evan Rachel Wood revelou que se ofereceu para fazer pelo menos uma participação especial na sequência, mas o pedido foi negado — e ela nem sequer recebeu um contato antes de ser informada sobre as novas escalações. Ainda assim, desejou sorte a Joey King, que confirmou que as duas tiveram uma boa conversa e agradeceu o apoio público para o novo papel. Elegância em dose dupla, mesmo diante de uma situação que claramente não foi lá a mais delicada por parte da produção.

Já Alexandra Artrip chegou com um discurso mais conciliador — e bastante maduro, diga-se. Ela pediu para os fãs darem uma chance ao novo filme, evitarem transformar os espaços online em território de negatividade e deixou claro o carinho por Joey King e Maisie Williams. Nas palavras dela: 'Nada pode tirar a importância do que o filme original foi, e fico feliz por podermos expandir esse universo com um novo livro e novos conteúdos em 2026'. É o puro suco do 'vamos nos amar e apoiar a arte' — e, convenhamos, a gente respeita muito.

Artrip ainda deixou claro que tem certeza de que a equipe de produção fez o que considerou melhor para o sucesso do longa. Generoso. Especialmente quando o sentimento mais natural seria a frustração de ver a história seguir sem quem a gente — e elas mesmas — queria.

Feitiço que não pegou?

A justificativa de que Evan Rachel Wood, com 39 anos, e Alexandra Artrip, com 36, seriam incompatíveis com personagens saindo da faculdade pode até fazer sentido no papel. Mas vamos ser sinceros: Hollywood já fez milagre maior em termos de rejuvenescimento digital ou de simplesmente ignorar a idade dos atores quando convém. A questão não é só técnica — é sobre o que os fãs queriam ver. E a resposta, nas redes sociais, ficou bem clara.

O que torna tudo isso ainda mais curioso é que o fandom do filme original é, em grande parte, formado por pessoas que cresceram assistindo a ele, que envelheceram junto com os personagens e que esperaram quase três décadas por essa continuação. Mexer no elenco, sem ao menos um aceno às atrizes originais, é correr um risco criativo alto — e afetivo, que costuma ser o mais difícil de administrar.

'Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor' está em cartaz nos cinemas brasileiros. Fica a pergunta no ar: valeu a pena a troca pela tal decisão criativa? Ou a produção devia ter dado um jeito de trazer as bruxinhas originais de volta para o caldeirão — nem que fosse de passagem? Conta pra gente.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.