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César Tralli é criticado nos bastidores da Globo por informalidade excessiva

César Tralli voltou a ser alvo de críticas internas na Globo após comandar a apuração do primeiro turno das eleições no domingo, 4 de outubro. O problema não é a capacidade dele como jornalista, mas sim a informalidade excessiva. Profissionais da emissora avaliam que ele ainda apresenta características do Jornal Hoje e tem dificuldade em se adaptar ao formato do Jornal Nacional.

Essa não é a primeira vez que o desempenho de Tralli gera burburinhos. Em agosto, as sabatinas presidenciais também foram avaliadas negativamente. Na época, surgiram relatos de que ele ficou nervoso na entrevista com Lula e teve dificuldades para conduzir as perguntas a Flávio Bolsonaro, precisando de intervenções de Renata Vasconcellos para seguir com a conversa.

Durante a transmissão da contagem de votos, que começou às 17h dentro do Fantástico, Tralli dividiu a tela com Renata Lo Prete. Ele chamou a colega de Renata Vasconcellos. Ele percebeu a troca imediatamente e corrigiu o nome, em uma interação acompanhada de risos, mas a descontração não agradou todo mundo. Nas redes sociais, parte do público achou as reações inadequadas e surgiu até a hashtag #VoltaBonner, com acusações de preferência política, embora isso não prove apoio a nenhum candidato.

O cineasta Kleber Mendonça Filho entrou na onda e publicou no Instagram uma edição com imagens de Tralli e Renata Vasconcellos sorrindo no encerramento do JN. O vídeo usou a música Apesar de Você, de Chico Buarque, e a frase Imagina a alegria, que satisfação, em uma crítica irônica ao resultado eleitoral.

Mesmo com a polêmica, os números de audiência foram altos. Na Grande São Paulo, o Fantástico registrou 22,4 pontos e 37,3% de participação durante a apuração. No Rio de Janeiro, a marca foi de 26 pontos e 45% de participação.

Apesar de todo esse drama de bastidores, a Globo não planeja substituir Tralli. A ideia é que ele encontre sua própria identidade na bancada, equilibrando seu estilo com o padrão do telejornal. Ou seja, ele continua no cargo, mas precisa ajustar o volume da descontração.

Será que ele consegue virar a chave ou o público vai continuar pedindo o Bonner de volta?

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.