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Brasil quer quebrar jejum de 37 anos em trajes típicos do Miss Universo

O Brasil está disposto a tudo para recuperar a hegemonia na categoria de trajes típicos do Miss Universo. Marcella Kozinski, que detém o título de 2026, decidiu apostar no mistério e mantém os detalhes de seu figurino guardados a sete chaves. A estratégia é clara: surpreender os jurados e encerrar uma seca de vitórias que já dura 37 anos.

O Miss Universo é um concurso de beleza internacional realizado anualmente e, desde outubro de 2022, funciona como uma joint-venture entre o JKN Global Group e o Legacy Holding Group USA.

O peso da história e as glórias passadas

Para entender a pressão sobre o traje de Marcella, é preciso olhar para o retrospecto do país, que soma quatro troféus no quesito. A primeira vitória aconteceu em 1967 com Carmem Silva de Barros Ramasco. Representando São Paulo, ela usou o Bandeirante Estilizado, que era uma releitura artística do personagem histórico das origens paulistas, conseguindo levar traços regionais para os jurados estrangeiros.

Em 1981, o Rio de Janeiro levou a melhor com Adriana Alves de Oliveira. O figurino foi uma versão estilizada das tradicionais baianas, inspirada no legado de Carmen Miranda. A escolha conseguiu unir a performance da miss à memória da cultura pop e da música brasileira, transformando a passarela em um resgate estético.

O tricampeonato chegou seis anos depois, em 1987, através de Jacqueline Meirelles, representante do Distrito Federal. A composição em verde e amarelo era marcada pelo luxo e vivacidade, sendo comparada ao fausto das roupas usadas nos bailes do Teatro Municipal.

A última vez que o Brasil subiu ao topo nessa categoria foi em 1989, em Cancún, no México. Flávia Cavalcanti, cearense, usou uma roupa inspirada nas tradições indígenas como tributo à Amazônia. Segundo registros da Universidade Federal de Juiz de Fora, a peça era composta por brilhos, plumas e tons de rosa, verde e branco para simbolizar a flora, a fauna e os ecossistemas nacionais.

A estratégia para 2026

Natália Guimarães, que foi vice-Miss Universo em 2007 e hoje é gestora estratégica da franquia Miss Universe Brasil, sabe bem a importância dessa etapa. Na sua época, ela também buscou inspiração na biodiversidade, desfilando com asas de borboleta. Para ela, o desfile de traje típico é a chance de contar a história do Brasil e mostrar a riqueza cultural do país ao mundo.

Natália defende que cada escolha de vestimenta precisa ter um significado real para criar conexão com o público. Ela acredita que as representantes brasileiras ganharam mais visibilidade nos últimos anos e que essa fase do concurso é fundamental para despertar o interesse global tanto pelo país quanto pela candidata. O objetivo é que Marcella leve para a passarela uma mensagem emocionante e memorável.

O que esperar do look de Marcella

Embora não tenha dado spoilers sobre a roupa completa, Marcella Kozinski já revelou quais são os pilares conceituais do que irá vestir. A candidata afirma que pretende levar a energia única do Brasil para o palco do Miss Universe. A meta não é apenas chocar pela grandiosidade do traje, mas sim pela mensagem que ele carrega.

Marcella adiantou que a sustentabilidade, a criatividade e o propósito estarão presentes em cada detalhe do figurino. Agora, resta saber se esse mix de consciência ambiental e impacto visual será o suficiente para trazer o troféu de volta para casa depois de quase quatro décadas.

A 75ª edição do Miss Universo será sediada em Porto Rico. O National Costume Show, onde os trajes típicos são exibidos, está marcado para 21 de novembro. No dia seguinte, 22 de novembro, acontece o desfile preliminar. A grande coroação da vencedora será na noite de 24 de novembro de 2026, na arena Coliseo de Puerto Rico José Miguel Agrelot, em San Juan.

Será que a gente finalmente sai desse jejum ou o mistério vai acabar em 'quase'?

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