Bafafá internacional: Pablo é acusado de calote de quase US$ 500 mil após cancelar shows nos EUA

O cantor baiano Pablo virou alvo de graves acusações da Schuina Productions, que afirma ter sofrido um prejuízo de quase 500 mil dólares. A confusão começou após o artista cancelar duas apresentações que aconteceriam nos Estados Unidos, deixando a produção e o público em situação complicada.
O prejuízo e a acusação de calote
O empresário Adilson Alves Schuina não guardou a indignação para si e usou as redes sociais para expor a situação. Segundo ele, a Schuina Productions arcou com diversos custos antecipados, incluindo parte do cachê do cantor, a compra de passagens aéreas e todas as despesas relacionadas aos vistos necessários para que a equipe do artista pudesse entrar nos Estados Unidos.
Em um vídeo publicado no dia 1 de outubro, Adilson afirmou que tinha passagens, hotéis e vistos providenciados para Pablo e integrantes da equipe. Segundo ele, o prejuízo inclui cerca de 88 mil dólares gastos com processos de imigração, além de passagens aéreas e outros custos. O produtor afirmou que pretende acionar a Justiça dos Estados Unidos para cobrar esses valores, responsabilizando tanto o cantor Pablo quanto seu empresário, Mário Paim.
Shows cancelados e ingressos
O cronograma da Turnê EUA 2026 previa apresentações em duas cidades importantes. O primeiro show aconteceria em Boston, na sexta-feira, 2 de outubro, e o segundo em Newark, no sábado, 3 de outubro. A turnê também contava com a participação do cantor Eduardo Costa, mas não foi informado se as apresentações dele também foram afetadas pelo problema.
A Schuina Productions publicou uma nota oficial reforçando que cumpriu todas as obrigações contratuais que deveriam ser pagas antecipadamente. A empresa disse ter sido surpreendida com o não embarque do cantor e da equipe. A produtora informou que divulgará posteriormente informações sobre o cancelamento e a política de reembolso dos ingressos, que, segundo Adilson, já haviam sido vendidos.
A defesa do cantor
Do outro lado, a M&P Produções, que cuida da carreira do Pablo, confirmou que as apresentações foram canceladas, mas negou que o cancelamento tenha ocorrido por decisão unilateral ou conduta atribuível a Pablo e aos integrantes da equipe. A empresa alegou que o problema foi exclusivamente migratório e alheio à vontade da equipe.
Segundo a defesa, a viagem estava programada para quarta-feira, 30 de setembro. No entanto, durante o processo de imigração, profissionais considerados fundamentais para a realização dos shows tiveram seus vistos negados. Para piorar a situação, a M&P Produções afirmou que os passaportes de outros integrantes da equipe só foram entregues na quinta-feira, 1 de outubro.
