Pabllo Vittar tenta dominar o pop global, mas será que funcionou?

Pabllo Vittar, conhecida por transitar entre pop, funk, brega, forró e reggaeton, resolveu mergulhar no eletrônico experimental com seu sétimo trabalho, Lost in Lust. A sonoridade segue a linha do que a artista já tinha mostrado no álbum Noitada, lançado em 2023, mas com um foco bem diferente agora: o mercado internacional.
Para tentar conquistar ouvintes fora do Brasil, o álbum é todo cantado em inglês e espanhol. O resultado são faixas que lembram nomes do pop alternativo global, como Charli XCX, Slayyyter, Arca e Shygirl. Músicas como Rockstar e Alone parecem buscar a mesma fórmula de Á libi, a parceria com Sevdaliza que, em 2024, alcançou a parada de músicas mais ouvidas do mundo na internet.
O problema é que essa vontade de agradar o mundo pode ter apagado o que Pabllo tem de melhor. Enquanto Noitada trouxe hits instantâneos, como a parceria Descontrolada com MC Carol, Lost in Lust não gera o mesmo entusiasmo. A música Carnaval, por exemplo, mistura batida eletrônica com escola de samba, mas acaba soando como trilha sonora de filme americano que se passa no Brasil.
Nem tudo é crítica, porém. A faixa Bad Good, que traz uma levada de piseiro, se destaca como a melhor do disco. No fim das contas, tentar se moldar a um som estrangeiro faz a artista desperdiçar sua originalidade brasileira — que, ironicamente, é exatamente o que poderia transformá-la em uma popstar mundial.
Será que a gente prefere a Pabllo 'brasileiríssima' ou essa versão globalizada?
