Ariana Grande: o 'Eternal Sunshine Tour' quebrou todos os recordes e a gente não tá surpresa

Se alguém ainda duvidava do poder de Ariana Grande, o Eternal Sunshine Tour chegou para calar a boca de todo mundo e ainda dar uma aula de como fazer um comeback bombástico. A cantora encerrou a turnê no dia 1º de setembro, no O2 Arena de Londres, com 107,9 milhões de dólares no bolso e mais de 638 mil ingressos vendidos. Isso, meus amigos, não é para qualquer um.
Para entender o tamanho desse feito, vale lembrar quem é Ariana Grande — e não estamos falando só de números. Ela começou a carreira ainda jovem, no musical 13 da Broadway, em 2008, antes de conquistar uma geração inteira como Cat Valentine nas séries Victorious e Sam & Cat, da Nickelodeon. Foi nesse período que o mundo percebeu que aquela voz não era normal: um alcance vocal de quatro oitavas e um registro de apito característico que virou marca registrada. Quando migrou definitivamente para a música, com álbuns como Yours Truly, My Everything e Dangerous Woman, ficou claro que o pop tinha ganado uma força da natureza. Ela se tornou uma das cantoras mais ouvidas da história do streaming — um título que não se conquista com sorte.
A volta da diva que a gente sentia falta
Essa turnê foi ainda mais especial porque marcou o retorno de Ariana aos palcos depois de longos sete anos sem uma grande turnê. Sete anos. Tempo suficiente para muita gente desaparecer do radar, perder fãs, perder relevância. Não foi o caso. Nesse período, ela lançou os álbuns Positions e Eternal Sunshine — os dois foram direto para o número um do Billboard 200. E durante a própria turnê ainda apresentou o Petal, que também alcançou o topo da mesma parada. Três álbuns, três primeiros lugares, zero sinais de enfraquecimento. O que o Eternal Sunshine Tour fez foi transformar essa presença constante nas paradas em algo físico, real, com palco, luz e fã gritando do início ao fim.
O tour foi bem mais curto que as turnês anteriores dela, mas a eficiência foi absurda. Ao todo foram 41 shows, e cada noite se revelou comercialmente fortíssima, mostrando que a galera estava sedenta por ver a Ariana ao vivo de novo. A lógica era simples: menos shows, mas cada um deles com uma demanda reprimida de anos.
Números que não deixam dúvidas
Vamos aos fatos, porque os números falam por si. Cada show rendeu, em média, cerca de 2,6 milhões de dólares e atraiu cerca de 15.600 pessoas. Em comparação com o Sweetener World Tour — que era o recorde pessoal dela —, a Ariana aumentou a receita por apresentação em 74% e ainda juntou mais gente em cada noite. É tipo voltar das férias melhor do que foi, só que em escala pop global.
A turnê teve 11 paradas, e a grande estrela foi Londres. Ariana fez dez noites seguidas no O2 Arena, reunindo cerca de 179 mil fãs e faturando 27,7 milhões de dólares. É o maior multi-night run da carreira dela, tanto em arrecadação quanto em público. A América do Norte também não ficou pra trás: 31 shows nos Estados Unidos e no Canadá renderam 80,2 milhões de dólares com 459 mil ingressos vendidos — o trecho comercialmente mais forte de qualquer turnê dela até hoje.
Com o fim do Eternal Sunshine Tour, Ariana Grande acumula 351,4 milhões de dólares em 270 shows ao longo da carreira, tendo vendido cerca de 3,4 milhões de ingressos no total. O recado está dado: a Ariana pode dar uma sumida dos palcos, mas quando volta, faz mais barulho do que nunca.
