Mônica Martelli e Ingrid Guimarães: amizade de décadas que emociona e vira filme

Quem não ama uma boa história de amizade? Especialmente quando ela tem mais de três décadas de duração, atravessou gravidezes simultâneas, viagens pelo mundo inteiro e agora vai parar na telona. Mônica Martelli e Ingrid Guimarães foram as convidadas especiais da semana no Domingão com Huck e, antes de assumirem o papel de juradas no Dança dos Famosos, receberam uma surpresa que não esperavam — e que nós, honestamente, também não estávamos preparados para aguentar.
Para quem ainda não conhece as credenciais dessas duas: Mônica Martelli é atriz, comediante, escritora e diretora, com uma carreira construída em cima de um talento raro para abordar temas femininos com leveza e humor genuíno — o tipo de coisa que faz a gente rir e pensar ao mesmo tempo, sem perceber que está fazendo as duas coisas. Ingrid Guimarães, por sua vez, é a atriz recordista de bilheteria deste século no Brasil, com mais de 23 milhões de espectadores somados em todos os seus filmes. Isso sem contar o Troféu Cidade de Gramado, conquista que o Festival de Gramado concedeu a ela pelo conjunto da contribuição ao cinema nacional. São duas potências absolutas que, individualmente, já deixariam qualquer lista de convidados impecável. Juntas, então, a conta não fecha de tanto talento.
Filhas no holofote
A surpresa do programa ficou por conta de Julia Marques e Clara Machado, filhas de Mônica e Ingrid, respectivamente — e ambas com 17 anos, detalhe que por si só já diz muito sobre o quanto essas duas histórias de vida caminham em paralelo. As meninas abriram o coração e contaram, na frente de todo mundo, como a amizade das mães moldou a vida delas desde sempre. Não foi um depoimento protocolar, daqueles ensaiados para a câmera: foi a coisa real, com memórias afetivas acumuladas ao longo de uma infância inteira vivida dentro dessa amizade.
Julia e Clara lembraram, entre outras coisas, que Mônica e Ingrid engravidaram na mesma época — o que significa que as filhas cresceram praticamente juntas, com as mães construindo esse laço não só entre elas, mas entre as famílias inteiras. Lembraram também das incontáveis viagens que fizeram pelo mundo ao longo dos anos, uma espécie de arquivo afetivo compartilhado que poucas amizades conseguem acumular. E o ponto alto de tudo foi o depoimento final, carregado de tanto carinho genuíno que fez as duas mães desabarem em lágrimas ali mesmo, ao vivo. Momento que a gente aqui também não sobreviveu ileso, assumimos sem vergonha nenhuma.
Do programa para a telona
E como se o Domingão fosse apenas o aquecimento, Mônica e Ingrid estão prestes a estrear seu primeiro filme juntas — e o tema central não poderia ser mais adequado para o momento. Em Minha Melhor Amiga, dirigido por Susana Garcia, as duas interpretam exatamente o que são na vida real: duas grandes amigas, agora na faixa dos 50 anos, que decidem embarcar numa viagem a Portugal depois que suas filhas resolvem ir estudar na capital lusitana.
A premissa já é boa por si só, mas o que o filme promete vai além do roteiro de viagem. Entre encontros e desencontros ao longo da jornada, as personagens vivem um processo de ressignificação das próprias vidas — aquele tipo de sacudida que só uma viagem com a melhor amiga consegue provocar. É a mistura de situações divertidas com momentos de reflexão genuína que faz a diferença entre um filme que a gente esquece na semana seguinte e um que a gente fica querendo rever. O tipo de história que pede pipoca, a melhor amiga do lado e uma certa disposição para segurar a mão dela quando a emoção apertar.
Uma amizade de mais de 30 anos como a de Mônica e Ingrid não podia virar outra coisa senão uma obra que celebra exatamente o que elas já são. E você, qual é a história mais louca com a sua melhor amiga?
