A gente ama! Dona Déa dá um esporro em Ingrid Guimarães e Mônica Martelli ao vivo no Domingão

Quem sintonizou o Domingão com Huck no último domingo (6) veio preparado para ver famosos dançar e levar notas do júri. O que ninguém tinha no bingo era a Dona Déa Lúcia erguendo a voz no meio do estúdio para pedir silêncio a duas das maiores comediantes do país. E, olha, ela conseguiu.
Antes mesmo de ocuparem suas cadeiras no júri da Dança dos Famosos, Ingrid Guimarães e Mônica Martelli já estavam em modo de festa total. As duas estão em cartaz juntas no filme Minha Melhor Amiga, então a energia entre elas já vinha no limite do entusiasmo. Luciano Huck, vendo o filão ali na sua frente, resolveu puxar o assunto certo para acender o rastilho: perguntou sobre os primeiros passos das duas na emissora. Parecia uma boa ideia. Não era.
O resultado foi uma sinfonia de vozes sobrepostas, interrupções carinhosas e histórias começando por cima de outras histórias. Ingrid e Mônica são duas mulheres com muito a dizer e entusiasmo de sobra para dizer ao mesmo tempo — e foi exatamente isso que aconteceu. O estúdio virou um caos sonoro bem-humorado, do tipo que faz graça em casa mas é um pesadelo para quem está tentando acompanhar o fio da meada.
E então a Dona Déa interveio.
Sem rodeios, sem diplomacia e sem qualquer sinal de que ia suavizar a cobrança, ela cortou a confusão com uma frase direta: "Olha só, fala uma de cada vez!". O estúdio riu. Luciano Huck riu. Mas a Dona Déa não estava brincando — ou melhor, estava, mas de um jeito que deixava claro que o pedido era pra valer. Quando a bagunça não se resolveu de imediato, ela repetiu sem pestanejar: "Fala uma de cada vez!". Duas vezes o mesmo recado, com a mesma firmeza nas duas.
Luciano Huck, que já viu muita coisa acontecer no seu palco, não conseguiu disfarçar a surpresa e virou a situação em piada imediata. "A dona Déa pedindo organização na fala. Agora a gente chegou nesse nível", brincou o apresentador, reconhecendo que aquilo era, de fato, território inédito na história do programa. E tinha razão: não é todo dia que uma comentarista para tudo e exige disciplina de duas estrelas da comédia brasileira em pleno ao vivo.
Mônica Martelli, gente fina que é, não tentou argumentar nem rir da situação para desviar o assunto. Reconheceu o enquadro na hora e virou aliada da Dona Déa ali mesmo: "Bota ordem, Dona Déa. Põe uma ordem aqui", pediu a atriz, ajudando a acalmar os ânimos e devolver o ritmo à conversa. É o tipo de reação que só quem tem autoconhecimento consegue ter — aceitar a bronca com graça e colaborar para resolver.
No fim, a própria Dona Déa explicou o que estava por trás da impaciência, e a resposta foi mais bonita do que qualquer climão: "Eu não tô entendendo nada. Bota [ordem] que é uma história bonita". Não era mau humor. Era o oposto — ela queria tanto ouvir a história das duas que não conseguia tolerar o ruído que impedia isso. A mulher exige o enredo completo, sem estática, sem cortes e sem sobreposição de áudio.
Dona Déa Lúcia Vieira Amaral não é apenas a mãe do eterno Paulo Gustavo — é uma cantora, apresentadora e personalidade que construiu uma presença pública própria, marcada por uma sinceridade que raramente se vê em televisão ao vivo. Essa combinação de franqueza e bom humor é exatamente o que faz dela uma presença magnética no Domingão: ela diz o que pensa, na hora em que pensa, e o Brasil aplaude. Desta vez, não foi diferente.
