50ª Mostra de Cinema de São Paulo traz documentário de Fernanda Montenegro e filmes sobre a sétima arte

A 50ª Mostra de Cinema de São Paulo traz títulos sobre os bastidores da sétima arte, de documentários sobre animação a dramas envolvendo diretores e obras que exploram a relação entre a arte e o comércio.
Para quem é fã de cinema brasileiro, o grande destaque é o longa Fernanda. O filme retrata Fernanda Montenegro sob a perspectiva de Pedro Waddington, que é filho de Andrucha Waddington e genro da atriz. A obra utiliza esse vínculo familiar como fio condutor para acompanhar a atriz em seus projetos mais recentes, tanto no cinema quanto no teatro. As sessões acontecem no dia 24, às 19h30, no Solar Sala Petrobras, e no dia 26, às 19h40, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 1.
Fernanda Montenegro é frequentemente referenciada como a "grande dama da dramaturgia brasileira" e a "maior atriz da história do Brasil", com uma trajetória extensa no cinema, teatro e televisão.
Do stop-motion ao concreto
Se você curte a parte técnica, o documentário Caminhando com Animadores é a pedida. A produção francesa de 2026, dirigida por Alexandre Poncet e Gilles Penso, explora desde as imagens feitas por computador até a técnica de stop-motion. O filme apresenta dezenas de entrevistas com profissionais de estúdios de animação, revelando a inspiração e o processo criativo por trás das narrativas. O público pode assistir no dia 23, às 18h40, no Cinesala; dia 24, às 10h30, no Reserva Cultural 1; e dia 25, às 17h30, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 5.
Já A História do Concreto traz uma abordagem bem diferente. O cineasta americano John Wilson usa o material de construção mais comum do mundo como inspiração. O filme tenta fugir de um enredo cinza utilizando fórmulas populares, mas acaba expondo a tensão real entre a liberdade artística e as pressões do mercado comercial. As exibições ocorrem no dia 16, às 18h30, no Cine Tutu; dia 17, às 13h50, no Solar Sala Petrobras 1; dia 22, às 13h, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 1; e dia 30, às 19h10, no Cultura Artística.
Dramas e reflexões sobre a cidade e a carreira
O festival também apresenta O Ser Querido, drama espanhol dirigido por Rodrigo Sorogoyen. O filme é estrelado por Javier Bardem, que interpreta Esteban Martínez, um realizador conhecido por sua habilidade técnica, mas também por um passado violento. Na trama, ele oferece à filha, que é atriz, a chance de mudar a carreira através de seu novo filme, o que acaba abrindo feridas e resgatando questões antigas entre os dois. O longa pode ser visto no dia 21, às 19h40, na Cinemateca; dia 24, às 17h30, no Reserva Cultural 1; e dia 25, às 16h, no Cultura Artística.
Para quem quer algo mais local, Uma Certa São Paulo mistura documentário e ficção. O diretor Cristiano Burlan revisita sua relação controversa com a capital paulista em uma obra de 77 minutos. As sessões estão marcadas para o dia 22, às 15h10, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 1, e dia 29, às 15h30, no Espaço Petrobras de Cinema 2.
Conexões internacionais e o Oscar
O cinema brasileiro também marca presença com o curta Sul de Teerã, do diretor Kleber Mendonça Filho. Com apenas oito minutos, o filme é exibido junto ao longa Tigre de Papel e apresenta conversas entre Kleber e o cineasta iraniano Jafar Panahi. O material reflete sobre a jornada de Panahi como diretor e a perseguição que ele sofre em seu país de origem, o Irã.
Um detalhe importante para os cinéfilos é que ambos os diretores estão em evidência global: O Agente Secreto, de Kleber, e Foi Apenas um Acidente, de Jafar, foram indicados a filme internacional do Oscar 2026. O curta pode ser assistido no dia 16, às 18h45, no Espaço Petrobras de Cinema 1, e no dia 27, às 21h, no Cultura Artística.
Com tantas opções, a pergunta é: você prefere ver o glamour da tela ou o caos dos bastidores?
